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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Campanha de doação de sangue acontece hoje no HR

2008-11-08 12:55:00

Suzana Machado

Muitos dos doares chegaram antes mesmo do profissionais do Hemonúcleo. Às 8h já faziam fila para exercer um importante papel social, doar sangue.

Hoje, durante o dia todo, o Hospital Regional, juntamente com o Hemonúcleo de Ponta Porã realiza a campanha de Doação de Sangue, que vai até as 17h.

Amambai é um dos municípios onde a população mais se faz presente neste tipo de campanha. “A melhor campanha é sem dúvida aqui em Amambai. Nunca voltamos para Ponta Porã com menos de 70 bolsas de sangue”, ressalta a enfermeira Deisi Bocalon Maia, que integra a direção administrativa do Hemonúcleo de Ponta Porã.

Ao todo, o Hemonúcleo atende 11 municípios da região mais a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero. Segundo Deisi, o Hemonúcleo não consegue manter o estoque somente com as doações de Ponta Porã, por isso da necessidade de realizar campanhas em outros municípios. “O estoque tem que girar em torno de 200 a 250 bolsas. Também temos que ter dentro desse número, no mínimo 70 bolsas de tipagens sanguíneas raras, que seriam os tipos de sangue com RH negativo, por exemplo, AB negativo, O negativo, etc.”

As campanhas nessa época do ano já visam trazer uma certa tranqüilidade para o Hemonúcleo com relação ao estoque de bolsas. “No final do ano as doações diminuem por conta de que a maioria das pessoas viaja e nessa época também tem mais intercorrências devido às festas. Então campanhas como essa que estamos fazendo aqui em Amambai ajudam a manter o estoque para atender a esse período com mais tranqüilidade, uma vez que as bolsas têm validade entre 35 e 42 dias.”

Junto com a doação de sangue, o Hemonúcleo também desenvolve uma campanha de cadastramento voluntário de doares de Medula Óssea. “A maioria das pessoas têm muitas dúvidas com relação à doação de medula. Se a pessoa resolver participar da campanha, é coletado 4 ml de sangue, que são enviados para Campo Grande, por onde passa por uma bateria de exames e fica armazenado até o doador completar 60 anos de idade.”

Nesse período se aparecer algum paciente que tenha a necessidade do transplante e seja compatível com o doador, o mesmo é contactado para fazer ou não a autorização.

A enfermeira ressalta que a retirada do líquido não é feita da coluna, como a maioria das pessoas pensa. “A Medula Óssea é um líquido encontrado no interior dos ossos, responsável por produzir as células de sangue e é retirado, no caso de transplante, com uma seringa, do osso da Bacia ou da Veia mesmo. É um procedimento simples e em 15 dias o organismo do doador já repõe o que foi retirado.”

Muitas pessoas optam por não integrarem o cadastro de doadores com receio de que algum familiar possa vir a precisar de um transplante, que nesse caso as chances de compatibilidade entre indivíduos de uma mesma família são maiores. Porém, por falta de informação, as pessoas desconhecem que a doação de Medula Óssea, assim como a sanguínea, pode ser feita mais de uma vez.

Para ser um doador de medula a pessoa tem que ter entre 18 e 55 anos. Já para doar sangue é necessário ter entre 18 e 65 anos, sentir-se bem de saúde, apresentar documento com foto e pesar mais de 50 kg.

Segundo Deisi, uma doação pode salvar 3 vidas. No Hemonúcleo de Ponta Porã, eles trabalham com tipos divisão do sangue: as Hemáceas, Plasma e Plaquetas.

“É de extrema importância que as pessoas se conscientizem e participem ainda mais de campanhas como essa e doem sangue sempre, que um ato de amor à vida, de solidariedade e contribuição social que pode salvar muitas pessoas.”

De acordo com Meire Dutra Flores, diretor do Hospital Regional, a instituição está sempre realizando parcerias como essa com o Hemonúcleo. “Até mesmo porque atividades como essas fazem parte do trabalho de protocolo de contratualização, que são ações sociais que buscam a participação voluntária da população em eventos como esse de colaboração ao Hemonúcleo, por exemplo. E sempre temos uma resposta muito positiva por parte da comunidade.”

“Essa é a segunda vez que estou doando sangue e pretendo ser doadora sempre que possível. É um ato muito importante, que pode salvar muitas vidas e não custa nada pra gente, pelo contrário, a sensação é de satisfação e dever cumprindo”, declara a doadora Maria Angelita Machado Siqueira, uma das primeiras a doar sangue na manhã deste sábado.

São coletados cerca de 150 ml de cada doador, num processo simples, que dura no máximo 5 minutos.

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