2008-10-16 16:50:00
O homem que confessou ter comandar a chacina em Guaíra, que terminou com a morte de 15 pessoas, Jair Correia (52), passou 21 dias escondidos em Itaquiraí, município a 345 de distância de Campo Grande e cerca de cem quilômetros de Guaíra.
De acordo com o secretário de Segurança do Paraná, Luiz Fernando Delazari, Jair estava escondido na mata e “sabia como lidar com ela”.
Jair foi preso ontem pela Polícia do Paraná quando tentava, de barco, deixar Mato Grosso do Sul e chegar até uma cidade paulista onde estariam seu filho e sua esposa. Segundo o secretário, Jair não teve tempo para qualquer reação.
De acordo com informações da Polícia paranaense, após a chacina o bando se dividiu. "O caso está sendo desvendado e, um a um, todos os envolvidos serão encontrados e presos”, afirmou Delazari.
O Caso – Inicialmente a polícia trabalhava com a hipótese de que os assassinos estariam escondidos em Salto del Guairá, município paraguaio. O massacre aconteceu na Vila Santa Clara, favela próxima ao lago de Itaipu, por onde os autores chegaram de barco.
A chacina começou pelos filhos adolescentes e mulher de Jocemar Marques Soares, conhecido por
“Polaco”. Depois Polaco, que já cumpriu pena por tráfico de drogas, foi obrigado a ligar para os cinco integrantes do grupo dele e chamá-los para ir até o local onde estava rendido.
Conforme iam chegando, eram sendo mortos. As outras seis pessoas foram mortas quando os traficantes já fugiam. Uma delas, a beira do rio.
As oito pessoas que sobreviveram foram socorridas e levadas a um hospital de Guaíra. Duas ficaram internadas na cidade. Em estado grave, uma das vítimas foi removida para Umuarama e outra para Cascavel.
Polaco teria uma débito de R$ 4 mil com o grupo dos autores. A dívida seria um dos agravantes para o crime, confessou Jair à Polícia, mas o maior motivador foi a vingança, já que um enteado de Jair Correia tinha sido executado cerca de 15 dias antes da chacina.
A Secretaria de Segurança do Paraná negou qualquer realidade de violência generalizada na região de divisa com Mato Grosso do Sul. “Desde que aconteceu o crime, mais de duzentos policiais estavam mobilizados em uma força-tarefa em busca dos assassinos.
Trabalhamos sem parar para mostrar à população que os criminosos não passam impunes no Paraná”, disse o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Jorge Pinto, em nota divulgada em site do governo paranaense.








