2008-10-01 09:49:00
É lamentável para o eleitor o que vem ocorrendo em Amambai em relação às pesquisas eleitorais. Embora a Justiça Eleitoral tenha atuado muito no sentido de manter a lisura da campanha, esse instrumento ainda está meio descontrolado. Mesmo que os institutos cumpram todas as exigências que a lei eleitoral determina, ainda assim é possível que as informações não estejam corretas, e pior, muito fora da margem de erro. Nesta edição do jornal A Gazeta há duas pesquisas divulgadas, com números bem distintos.
A única questão em jogo no caso de uma pesquisa totalmente “equivocada” é a credibilidade do instituto que a fez e quem a contratou. Mesmo que o resultado após a realização do pleito seja bastante distante do que foi apresentado na pesquisa, haverá ainda a justificativa da mudança de intenções de votos ocorrida nos últimos dias de campanha.
E qualquer comentário que se faça a respeito das pesquisas eleitorais que estão sendo divulgadas, não passará de mera opinião. Não há como provar que uma pesquisa eleitoral está equivocada, a não ser após o fechamento do pleito eleitoral no próximo domingo, quando as urnas revelarão realmente quais as intenções dos eleitores. Até lá, paira a dúvida.
Usar da pesquisa para convencer o eleitor é uma estratégia legal da campanha. Não é errado. O errado é quem manipula (no caso, o contratante) e o instituto que se deixa manipular para obter o resultado que o contratante deseja. Fica até difícil fazer qualquer comentário sobre esse assunto. Mas, de qualquer forma, analise os números apresentados e, se puder, tire sua conclusão.
Estamos a apenas cinco dias das eleições e a apreensão, o cansaço físico e mental é muito grande por parte de candidatos e até de eleitores. A guerra das pesquisas eleitorais só aumenta ainda mais o debate nas ruas, a disputa de cabos eleitorais e discursos inflamados









