2008-09-24 02:14:00
Vilson Nascimento
O acordo firmado entre o Governo do Estado
Segundo funcionários da própria Funai, na sexta-feira (19) uma equipe chefiada por dois dos antropólogos responsáveis pelos estudos em propriedades rurais na região, Rubens Tomaz de Almeida, o “Rubinho” e Alexandra Barbosa da Silva, chegaram em Amambai e retomaram os levantamentos de áreas, chamadas pelos indígenas de “tekohá”, para futuras demarcações.
Segundo a fonte do órgão federal, “Rubinho”, que seria o chefe da equipe, estaria alojado na residência de indígenas na Aldeia Amambai, a mais populosa da região com cerca de 7 mil índios da etnia guarani-kaiowá.
Já a antropóloga Alexandra Barbosa, que estaria liderando outro grupo de estudo do qual faria parte também, indígenas que estudam antropologia em universidades do Estado, estaria alojada na residência de lideranças da Aldeia Limão Verde, também em Amambai.
Segundo a fonte, para facilitar o trânsito dos antropólogos pela região sem serem notados e evitar represarias, o Núcleo Regional da Funai em Amambai descaracterizou todas as viaturas pertencente ao órgão federal arrancando adesivos das portas e qualquer objeto que pudesse identificar as caminhonetes e veículos como sendo pertencentes aos órgãos federais.
As ameaças de demarcações de terras indígenas em Amambai e em 26 municípios da região sul do Estado
Segundo sindicatos rurais da região, por conta das ameaças, inclusive de invasões de propriedades por parte dos indígenas, as terras já foram desvalorizadas e o produtor rural está com medo de investir em suas propriedades por conta da insegurança.
“Já tivemos grandes prejuízos e se a situação continuar como está logo logo teremos uma avalanche de desemprego no campo e na cidade, já que basicamente a economia desses municípios é fundamentada no agronegócio”, disse o presidente do Sindicato Rural de Amambai, Christiano Bortolotto ao se mostrar extremamente preocupado, segundo ele, com o desrespeito da Funai em não cumprir o acordo firmado com o Governo do Estado e manter os antropólogos trabalhando na “surdina” na região.












