2008-09-16 19:46:00
O delegado Fábio Peró Correa, da Delegacia de Paranhos, encerrou o inquérito sobre a violência sexual contra duas meninas, de sete e oito anos. Os autores seriam os avós maternos e uma tia das crianças, uma adolescente de 16 anos. Eles foram indiciados pelo crime de estupro e atentado violento ao pudor. O inquérito foi entregue ontem ao MPE (Ministério Público Estadual).
Para chegar à conclusão da culpabilidade dos autores, o delegado Peró considerou os relatos detalhados das duas crianças. “Elas foram ouvidas separadamente e contaram os mesmos detalhes da violência ocorrida”, afirma. Além das falas das vítimas, o delegado fundamentou o inquérito com laudos comprobatórios da existência da violência sexual.
As crianças teriam sido abusadas durante as férias escolares de julho no sítio dos avós, na periferia da cidade. A avó e a tia teriam amarrado as meninas para que o avô as estuprasse. A mulher e a adolescente ainda teriam introduzido nas meninas um pedaço de madeira com pimenta.
O crime só foi descoberto após as mães das meninas notarem mudanças em seus comportamentos.
Ritual
O delegado acrescentou que, num segundo depoimento, a mãe de uma das vítimas relatou detalhes de ritual narrado pela filha. “Elas fizeram um ritual de magia negra”, diz Peró.
Nesse ritual, ocorrido no dia seguinte ao crime, os avós e a tia fizeram um círculo com velas e colocaram as meninas no centro. Cortaram mechas dos cabelos delas. Em seguida, fizeram um líquido com algumas ervas, o qual as crianças foram obrigadas a ingerir. “Esse líquido seria para as meninas esquecerem tudo que tinha ocorrido”, afirma o delegado. “Então, eles queriam ocultar o crime”, conclui Peró. A tal solução teria deixado as crianças tontas, provocando desmaio em uma delas.
“O avô teria também evocado o satanás durante o ritual”, completa o delegado.
Osvaldo Júnior











