2008-09-15 01:35:00
Em Mato Grosso do Sul, as queimadas estão proibidas até o dia 30 de setembro. A proibição foi decretada em julho, pelo governo do Estado, por meio do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).
A lei ambiental prevê multa de R$ 1,5 mil por hectare queimado e dois a quatro anos de prisão por crime ambiental. Está autorizada apenas a queima da palha da cana-de-açúcar, palha de sementes e queimadas para treinamento de operação de combate a incêndio.
Em período de seca o número de queimadas aumenta consideravelmente. Só no começo deste mês os bombeiros já registraram cerca de 20 focos de incêndio. Em agosto foram 135 atendimentos e em julho 218. Os dados preocupam porque os danos ambientais trazem prejuízos à saúde, diminuindo a umidade relativa do ar, que no inverno já é baixa.
De acordo com o capitão do Corpo de Bombeiros Leandro Motta Arruda, a situação não está pior porque chegaram inúmeras frentes frias ao Estado, que trouxeram chuvas, aumentando a umidade do ar e diminuindo os focos de incêndios e os efeitos das queimadas.
Segundo Arruda, a população deve evitar a limpeza de terrenos com a queima do lixo e do matagal. Dados da corporação revelam que 90% dos atendimentos realizados são causados por fogo induzido, e dificilmente é resultado de combustão espontânea ou acidentes.
Para prevenir queimadas, a comunidade deve evitar fogueiras em áreas de acampamento e evitar jogar bituca de cigarro nas estradas porque com o vento a fagulha se inflama o fogo cresce, a fumaça aparece e diminui a visibilidade sendo a principal causa de acidentes de veículos nas rodovias.













