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sexta-feira, 22 de maio de 2026

PCC deixa segurança em alerta no MS

2008-07-12 09:41:00

Carta interceptada por agentes do EPSM (Estabelecimento Penal de Segurança Máxima) deixou a Segurança Pública em alerta. Integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) redigiram um “documento” que teria como objetivo reestruturar o grupo.

Em duas páginas, os integrantes da facção falam da implantação de uma “nova atividade” para promover melhorias dentro do sistema. Na carta, as lideranças do grupo afirmam que as mudanças serão em sintonia com “os gravatas”, neste caso, os advogados.

Os integrantes do grupo esclarecem na carta que a proposta foi implantada com sucesso em São Paulo, estado onde a facção começou a atuar. No mesmo raciocínio, eles tentam implantar as mudanças em Mato Grosso do Sul.

Para organizar as atividades, um detento ficaria responsável pela emissão de relatórios, com base em denúncias dos presos. O documento evidencia o grau de organização e comunicação dos internos.

Na carta, a facção exemplifica situações que devem ser denunciadas pelos “irmãos da geral”, que são integrantes de dentro dos presídios, e relacionam os exemplos: negligência médica, problemas nas visitas, alimentação inadequada e abusos das autoridades policiais.

Na nova atividade, o grupo pretende disponibilizar assistência jurídica aos internos, uma forma de dar liberdade mais rapidamente aos detentos e conquistar novos adeptos. Para finalizar a carta, os integrantes da facção reforçam que caso as medidas sejam adotadas, “estaremos usando a evolução como exemplo de vitória para superar a força dos tiranos com nossa inteligência”.

Braços – A reportagem do Campo Grande News apurou que existem integrantes do PCC em todas as unidades prisionais de Mato Grosso do Sul. No entanto, em alguns presídios estão concentrados os principais líderes: no EPSM (Estabelecimento Penal de Segurança Máxima) de Campo Grande, na PHAC (Penitenciária Harry Amorim Costa) de Dourados e nas unidade de Três a Lagoas e Dois Irmãos do Buriti. Somente no EPSM de Campo Grande, em meio a 1,4 mil detentos, cerca de 400 integram a facção criminosa.

O chefe do setor de Inteligência da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), coronel Waldeci Terra, explica que todo material com tais informações deixam as autoridades de segurança em alerta. As informações são apuradadas e confrontadas com outras fontes.

Ele diz que é comum a interceptação de bilhetes e cartas assinadas por integrantes de facções criminosas. O coronel assegura que a adoção de medidas contidas na carta não procede, com base em outras fontes investigadas pelo setor.

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