2008-07-11 16:16:00
O fantasma da inflação voltou a assustar. Conforme o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos 12 meses a inflação ficou em 5%. Existem vários cálculos para medir a inflação e por isso sempre há alguma variação entre um índice e outro. Mas nos últimos meses nem é preciso consultar os índices, basta ver o quanto estamos gastando com o nosso consumo mensal. A inflação foi o terror da economia brasileira durante 30 anos, andou sumida, mas agora está voltando a assombrar.
Nesta edição, o jornal A Gazeta, através de uma reportagem feita pela repórter Suzana Cabral, constatou que, pelo menos em Amambai, o poder de compra do consumidor encolheu, principalmente por conta das altas de alguns alimentos e material de construção.
Descontrolada, a inflação corrói os salários, principalmente do trabalhador de menor renda, que não consegue investir e proteger o poder de compra do dinheiro. O comerciante não sabe quanto cobrar pelas mercadorias e todos perdem a noção de valor das coisas. O ideal é uma inflação entre 2 e 4% ao ano, controlada. No mês de maio, o índice de inflação para o mês, medido pelo IPCA, foi o maior desde 1996, ficando em 0,79%. Em junho, também bateu o mesmo recorde, fechando em 0,74%.
Em Amambai, conforme levantamento feito no item de material de construção, para se ter uma idéia, o cimento custava no início do ano R$ 17,50 e em junho chegou a R$ 21,50, um aumento de 23%. O mesmo aconteceu com o tijolo que em maio custava R$ 312 (o milheiro) e em junho foi para R$ 399,00, um aumento de 28%.
Para enfrentar essa nova situação econômica, segundo consultores da área, é preciso pesquisar preços e condições de pagamento, para que não se pague juros que inviabilizem a compra; planejar a aquisição do bem para que não se crie uma dívida longa e pechinchar para conseguir um desconto à vista. Isso serve para todos, de comerciantes a consumidores.










