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sexta-feira, 22 de maio de 2026

PM prende detento acusado de manter “boca-de-fumo”

2008-07-08 21:48:00

Vilson Nascimento

A Polícia Militar prendeu, essa semana, um detento do regime semi-aberto do EPAm (Estabelecimento Penal de Amambai) sob acusação de manter um ponto de venda de drogas, a chamada “boca-de-fumo”, no centro da cidade em Amambai.

Gilson Martins da Silva, o “Gil” de 31 anos, que segundo a polícia já cumpria pena por tráfico de drogas, foi preso na manhã dessa segunda-feira (7) depois que policiais encontraram na residência de sua mãe, situada na região central da cidade, cerca de meio quilo de maconha, materiais com resíduos de crack, pedaços de papel alumínio utilizado para embalar as pequenas porções da droga, uma faca com resíduos de crack e vários objetos, entre eles, aparelhos celulares e peças de moto e bicicletas, segundo a polícia, produtos deixado pelos usuários como troca pelo entorpecente.

A Prisão- Segundo a polícia a prisão de Gil, que apesar de preso, já vinha sendo monitor há algum tempo sob suspeita de vender drogas na cidade, aconteceu quando a Polícia Militar abordou Gil e um rapaz de 23 anos que estavam em sua companhia e encontrou com o jovem, que seria viciado, uma pequena quantidade de crack.

Diante da situação, os policiais pediram ao acusado para realizar uma revista na casa da mãe de Gil que ficava próximo ao local da abordagem e durante a vistoria, foram encontrados os materiais já citados.

Telefonemas revelaram o “esquema”- Quando percebeu que a polícia havia encontrado a maconha e resíduos de crack na residência, Gilson da Silva, o “Gil”, afirmou que os produtos eram seus e passou a ostentar a versão que era “viciado” e a maconha e o resíduo de crack encontrado na casa era para seu consumo próprio.

Segundo a Polícia Civil de Amambai que assumiu as investigações do caso, a versão do acusado caiu por terra quando investigadores passaram a atuar no caso e, segundo a polícia, interceptaram várias ligações realizadas por pessoas diferentes para o aparelho celular de Gilson da Silva, pedindo pedras de crack.

Diante da situação, o rapaz foi autuado em flagrante pelo delegado titular local, Dr. Claudineis Galinari, pelo crime de tráfico de drogas e foi encaminhado de volta ao EPAm (Estabelecimento Penal de Amambai), mas desta vez, para o regime fechado e não mais no semi-aberto, onde já cumpria pena. Em caso de condenação, Gil poderá pegar uma pena que varia de 5 a 15 anos de prisão.

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