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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Amambai:Funasa pára, deixando índios sem assistência

2008-07-02 11:44:00

Vilson Nascimento

Os funcionários da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) lotados no Pólo Regional de Amambai aderiram nessa quarta-feira (2) à paralisação nacional e 12 mil índios estão sem assistência à saúde em aldeias de Amambai, Coronel Sapucaia e Aral Moreira, na região de fronteira no sul do Estado em Mato Grosso do Sul.

Motoristas e agentes de saúde querem o retorno do abono de R$ 590,00 aos salários referentes a extinta “Indenização de Campo”, que foi transformada em gratificação a “GACEN”, que segundo os grevistas, passou a beneficiar apenas setores das categorias funcionais de agente de saúde pública e guardas de endemias, beneficiando apenas, segundo os manifestantes, agentes que desenvolvem trabalho de combate e controle de endemias em caráter permanente.

“Acontece que nas aldeias indígenas os agentes de saúde, apesar de não desenvolverem um trabalho específico voltado para o controle de vetores, os agentes acabam atuando, de forma permanente no combate e no controle de endemias como tuberculose, hanseníase, chagas, leishmaniose e vacinação anti-amarílica entre outras ações que nos credencia a receber os recursos cobrados”, disse um dos agentes de saúde grevistas ao relatar que o corte no abono significa uma perda no patamar de 40% nos salários dos agentes de saúde que prestam serviços a Funasa em todo o País.

Tudo parado- Com os agentes de saúde e os motoristas em greve, todos os trabalhos preventivos de campo, como atendimento médico e odontológico, ou seja, no interior das aldeias indígenas, também estão paralisados, segundo os grevistas, por tempo indeterminado.

Na cidade todas as viaturas que deveriam estar em campo prestando atendimento nas aldeias, estão paradas no pátio do Pólo Regional e apenas a viatura de plantão permanece em operação para atender casos de extrema emergência.

Na CASAI (Casa do Índio), que funciona dentro do Pólo Regional o atendimento está sendo realizado, porém só na manhã dessa quarta-feira a procura por atendimento, por parte dos indígenas, foi maior que o normal tendo em vista a falta de acompanhamento dentro das aldeias e a preocupação é com a possível sobrecarga de procura, já que o Pólo Regional já está trabalhando com a lotação na capacidade máxima nos setores de internação.

Segundo a Funasa nas aldeias os agentes de saúde indígena e os postos de saúde estão funcionando normalmente, apesar da greve.

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