2008-06-14 01:21:00
Vilson Nascimento
A omissão do Estado em oferecer condições adequadas de trabalho para a polícia facilitou em muito a vida dos assaltantes durante o roubo de um caminhão ocorrido na noite de sexta-feira passada (6)
Segundo a vitima, que não vamos revelar a identidade por motivos de segurança, ele e seus três ajudantes ficaram por mais de 2 horas parados no local do assalto, a cerca de
Agredido física e moralmente pelos marginais com freqüentes ameaças de morte, o motorista, que ainda trás no corpo as marcas da violência praticada pelo bando, segundo ele cerca de 8 homens fortemente armados, ainda teria tentado retardar ao máximo a ação dos criminosos, na esperança que a polícia chegasse e evitasse o roubo do caminhão, um Mercedes Benz 1418 de cor vermelha, placas AAR 2922 de Amambai-MS, mas não adiantou.
O assalto- Segundo o motorista ele e três ajudantes haviam descarregado uma carga de sal em uma fazenda sitiada a cerca de
Desconfiado que se tratasse de um possível assalto, o motorista acionou o sistema de “rodo-ar” para evitar que o pneu murchasse de vez e seguiu viajem, porém passou a ser perseguido pelos marginais que estavam abordo de uma caminhonete com placas paraguaia e de um veículo Parati.
Ao notar que estava sendo perseguido o motorista tentou entrar em contato com a Polícia Militar de Sete Quedas pelo telefone de emergência, o “
“Sem conseguir contato com a Polícia Militar, liguei para a empresa a qual havia me contratado em Amambai e membros da empresa acionaram as polícias Civil e Militar
Segundo o caminhoneiro mesmo com o pneu furado ele conseguiu conduzir o caminhão por cerca de quatro quilômetros, mas com o veículo impossibilitado de rodar mais naquelas condições, ele foi obrigado a parar o caminhão, foi quando acabou abordado pelos marginais.
Motorista provocou pane no caminhão- Segundo o motorista, visando atrasar a ação dos marginais para possibilitar a chegada da polícia, ele chegou a provocar pane no caminhão.
Depois de trocarem o pneu danificado, os assaltantes não conseguiram deixar o local tendo em vista que o caminhão havia afogado e não pegava na partida, pane provocada intencionalmente pelo caminhoneiro através do acionamento de um dispositivo de segurança que o veículo dispunha, para tentar ganhar tem e possibilitar a chegada da polícia.
De acordo com o motorista parte dos marginais chegaram a deixar o local por vários minutos com a caminhonete para buscar óleo diesel, acreditando que se tratava de uma pane seca.
Nesse intervalo de cerca de 2 horas de espera, vários veículos teriam passado pelo local e inclusive uma caminhonete teria parado para oferecer ajuda, feito dispensado pelos marginais que a cada tempo que passava ficavam mais agressivos e ameaçadores.
“Tendo em vista a agressividade e vendo que minha vida e a vida dos três companheiros estavam de fato ameaçadas e com a polícia não aparecia, tive que liberar o caminhão sem que os assaltantes percebessem que eu havia provocado a pane”, relatou o motorista ao informar que por conta do tempo que o veículo ficou parado com os faróis acesos, a bateria descarregou e os assaltantes tiveram que dar um “tranco” para o caminhão voltar a funcionar.
Com o caminhão, avaliado em R$ 82 mil reais, já funcionando, as vítimas foram colocadas na carroceria e obrigadas as seguirem com os marginais até a região conhecida como “Pacova” do lado paraguaio da fronteiram, a cerca de
“Esse caminhão era meu ganha pão. Com ele eu mantinha minha família, estou desesperado”, disse o motorista ao relatar que no início do ano havia procurado uma seguradora para fazer um seguro do veículo de carga, mas por conta do auto valor, cerca de R$ 12 mil reais ao ano, não teve possibilidade financeira de fazer.












