2008-06-03 13:46:00
Antonio Luiz
A “Questão Fundiária e Assuntos Indígenas” foi tema de um debate promovido pelo Sindicato Rural de Amambai realizado no auditório da UEMS na última quinta-feira, dia 29.
Apesar do frio intenso, cerca de 100 pessoas de diversos municípios da região estiveram presentes, dada a relevância da reunião, para ouvir os especialistas no assunto, como o diretor da Famasul, Dárcio Queiroz, o diretor da ONG Recovê, produtor Pio Queiroz e a advogada e antropóloga, Dra. Roseli Ruiz, uma das maiores defensoras do direito à propriedade do Estado de Mato Grosso do Sul, além do encarregado de assuntos indígenas da Famasul, Josiel Quintino dos Santos.
A reunião foi sugerida após se tomar conhecimento de que foi expedido um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta – entre o Ministério Público Federal e a Funai que determina ações em 39 áreas do sudoeste sul-mato-grossense, colocando em risco a segurança e o direito à propriedade.
Foi por estarem cansados da insegurança e o alto custo gerados por essas medidas unilaterais e arbitrárias que os produtores resolveram se reunir para discutir os rumos a serem tomados pela classe em defesa de seus direitos, já que a própria Constituição Federal estará sendo desrespeitada pelos indígenas.
Os palestrantes foram bastante claros e diretos nas suas colocações sobre a posição de ONGs internacionais, que mesmo desconhecendo a realidade dos indígenas, se propõem a financiá-los, assim como o CIMI – Conselho Indigenista Missionário – que chegou ao absurdo de comprar armas para os índios da reserva Raposa Serra do Sol.
O presidente do Sindicato Rural de Amambai, Christiano Bortolotto, alertou os presentes sobre a necessidade de uma maior união entre os produtores, para defenderem seus direitos ameaçados por uma política indigenista que tem sido amplamente criticada em todos os foros da sociedade e que penaliza, sobretudo, aqueles que trabalham e produzem riqueza para o país, além de gerarem milhares de postos de trabalho.
Após os debates entre os presentes, ao encerrar a reunião, acatada a sugestão de um dos especialista, ficou definida a imediata criação de um Fundo de Reserva que disponibilize recursos para resguardar os direitos legais dos produtores.











