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terça-feira, 19 de maio de 2026

Seprotur fortalece ações e informações sobre a aftosa

2008-05-30 12:55:00

A secretária de Produção, Indústria, Comércio e Turismo, Tereza Cristina Correa da Costa Dias, definiu como “operação de guerra” o trabalho que o governo vai fazer para concluir ações em andamento e fechar o relatório que será enviado a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) até o dia 30 de junho. No documento, constarão atividades realizadas entre os meses de abril e maio e que não puderam ser colocadas na versão anterior por ainda estarem em andamento.

 “A OIE pediu que fortalecêssemos o novo relatório com essas ações importantes que estão sendo feitas, como o cadastramento das propriedades não só na região dos 15 quilômetros da Zona de Alta Vigilância”, informou a secretária.

Um dos trabalhos mais importantes e que está em fase de conclusão é a identificação de todos os animais da ZAV. É uma atividade morosa, explica Tereza Cristina, porque significa colocar brinco em mais de um milhão de bovinos. “É um trabalho que exige muito da Iagro. Vamos fazer uma operação de guerra para terminar até o fim de junho”. A agência de vigilância será direcionada quase que totalmente para atuação na ZAV.

Uma exigência que vai requerer ainda mais esforços é a cobertura da fronteira com a Bolívia, pequena no trecho terrestre, mas extensa na parte fluvial.  Tereza Cristina lembra que a compra de duas lanchas vai reforçar esse trabalho. Até segunda-feira, será assinado também um convênio com a Polícia Militar Ambiental.  O Estado também já iniciou contatos com o governo do Paraguai, visando fechar acordo para inspeção de embarcações na região fronteiriça fluvial. “O objetivo é que barcos com bandeira paraguaia possam ser inspecionados por nós e os de bandeira brasileira, por eles. Com isso, conseguiremos sabe se há animais transitando irregularmente, sem nota”, explica a secretária.

Paralelo às ações em andamento, o novo relatório vai mostrar à OIE tudo o que já foi desenvolvido para o controle da sanidade. “Temos que falar dos carros adquiridos, do pessoal que foi contratado para as barreiras. O governo contratou 176 pessoas para que haja funcionários 24 horas atuando”, exemplificou Tereza Cristina, revelando que a OIE quer a comprovação de que o monitoramento do trânsito do rebanho está sendo bem feito. “Temos que dar garantias que sabemos que um determinado animal saiu do município A e realmente chegou ao município B, conforme descrito na nota [de compra e venda]”, ressaltou Tereza Cristina.

A eficiência da sorologia comprovou que não há atividade viral na região; por isso, não houve nova exigência da organização internacional nesse item.

Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias destaca que, embora o mercado da carne esteja aquecido, o reconhecimento internacional da OIE é importante. “O mercado muda e, num momento em que não esteja em tanta euforia de preços, precisaremos desse reconhecimento”, explica. “Essa condição mostra a excelência da qualidade sanitária do rebanho e permite que se atinja mercados que pagam mais caro pelo produto”, finalizou.

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