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terça-feira, 19 de maio de 2026

Crédito para a casa própria avança 60% no Estado

2008-05-29 02:25:00

Impulsionado pelo avanço das linhas populares, o crédito imobiliário cresceu 60,51% em Mato Grosso do Sul no primeiro quadrimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2007. A quantidade de contratos também aumentou, mas numa variação menor, o que indica que os valores financiados por contratante estão, em média, maiores. O incremento das contratações foi de 10,17% em igual intervalo.

Segundo o superintendente regional da CEF (Caixa Econômica Federal) Paulo Antunes Siqueira, o montante financiado em Mato Grosso do Sul, entre janeiro e abril de 2008, foi de R$ 67.077.445. Nos mesmos meses de 2007, os valores do crédito imobiliário somaram R$ 41.789.425. A diferença relativa é de 60,51%.

O volume de contratos também registrou avanço, mas numa variação menor. De janeiro a abril de 2007, foram fechados 2.113 contratos. Nos mesmos meses deste ano, esse número subiu 10,17%, passando para 2.328. A média financiada por contratante foi de R$ 28,813 mil em 2007 e de R$ 19,777 mil neste ano.

Apesar do crescimento do valor financiado, as cartas de crédito populares continuam respondendo pelo maior número de contratos, avalia o superintendente Siqueira. “Os créditos estão mais populares. Hoje, o interessado, que recebe um salário, consegue comprar uma casa através do crédito imobiliário. Basta encontrar uma casa com valor popular, de R$ 30 mil ou R$ 40 mil, por exemplo. A casa deve caber no bolso da pessoa”, diz.

 Populares – Entre os créditos populares, há o PAR (Programa de Arrendamento Residencial), que aplicou R$ 38 milhões no ano passado em Mato Grosso do Sul. Para este ano, há R$ 40 milhões disponíveis na CEF para essa linha. Esses valores não estão incluídos na soma dos financiamentos dos créditos imobiliários, informados pela instituição.

O PAR funciona em parceria com o Governo. O programa é do Ministério das Cidades e é executado pela CEF. O PAR contempla famílias que recebem até R$ 1.800 e vivem em centros urbanos. Funciona mediante construção e arrendamento de unidades residenciais, com opção de compra do imóvel ao final do período contratado.

Além dessa linha especial, o Governo federal oferece, através da CEF, cartas de crédito para quem recebe de um a dois salários. É o caso do FNHIS (Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social). O dinheiro é repassado pelo Governo federal para os estados e municípios interessados. A CEF analisa a necessidade ou não do financiamento de casas populares para a localidade. Para esse ano, foram disponibilizados R$ 10 milhões para essa linha.

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