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terça-feira, 19 de maio de 2026

Opinião: "O Faraó do Mundo" Alberto E. Rings

2008-05-21 13:41:00


De repente o mundo descobre a crise ou inflação dos alimentos. Nunca, em tempo algum, a mídia deu tanta importância à produção e ao produtor de alimentos. O fato, é que esta crise sempre existiu só que, agora, ela atingiu o bolso dos ricos e quando o bolso dos ricos é afetado a coisa pega.

De quem é a culpa? Os ricos, como não poderia deixar de ser, já nomearam os culpados: os “bio combustíveis”, etanol na ponta, Brasil na liderança.

Apesar de tudo, o Brasil tem, nesta crise, uma oportunidade impar de tornar-se, definitivamente, o líder na produção de alimentos para o mundo. Neste aspecto, vem-me à memória uma história que se encaixa como uma luva no atual momento.

Conta-se que lá pelos idos de antes de Cristo, um faraó do Egito chamado, era acometido, por várias noites, de uma espécie de pesadelo, onde “sete vacas gordas pastavam em pastos verdejantes e súbito, sete vacas magérrimas, vinham e comiam as sete gordas devoravando, também, os verdes pastos”. Faraó convocou todos seus sábios e adivinhos para lhe interpretarem o sonho, em vão. Informaram, então, ao Faraó, que na prisão havia um jovem judeu que tinha se mostrado exímio na arte de interpretar sonhos. Chamado à presença do supremo ser egípcio, José, o jovem judeu, deu a seguinte interpretação”: as sete vacas gordas representavam sete anos de fartura para o Egito e todos os reinos vizinhos; as sete vacas magras que devoravam as gordas, representavam sete anos de extrema miséria que assolaria toda a terra daquela região. José, que não negava sua perspicácia judia, pediu permissão para dar uma sugestão a Faraó: “vossa sabedoria deverá aproveitar os sete anos de fartura e mandar construir muitos silos, armazéns e depósitos em todo o Egito; deverá incentivar a produção de alimentos, a qualquer custo, de maneiras a encher os silos, armazéns e depósitos para que nos anos das vacas magras haja tal abundância que o povo terá alimentos para si e Faraó poderá vender o excedente, “a peso de ouro”, aos reinos vizinhos. E assim, aconteceu! Os reinos vizinhos que não sabiam do ocorrido e, portanto, não estavam preparados, tinham que correr ao Egito para comprar, “a qualquer preço”, o alimento que Faraó tinha de sobra. (Com o fato, o Egito cresceu dez anos em um, uma espécie de PAC egípcio).

Lula deveria deixar de ser rei para ser Faraó e imitar seu colega do Egito. Já provamos do que somos capazes. É só nos dar condições e encheremos o mundo, não só com comida, mas também com energia renovável.

Se Lula seguir o exemplo de Lula se tornará o Faraó do mundo e, aí sim, terá todo nosso apoio. Viva o Faraó Lula! 

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