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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Amambai, Aquidauana e Corumbá são imbróglios do PMDB

2008-05-15 00:13:00

O PMDB está em meio a impasses políticos em três cidades de Mato Grosso do Sul. “Amambai, Aquidauana e Corumbá são imbróglios do partido”, informou o governador André Puccinelli (PMDB).

Em Amambai, o atual prefeito Sérgio Barbosa (PMDB) tentará a reeleição. O problema é que também está no páreo pela prefeitura, Dirceu Lanzarini presidente da Fundesporte (Fundação Estadual de Esporte e Lazer) que deixará o cargo no final do mês. Lanzarini é filiado ao PR que é aliado do governo André Puccinelli.

Ele diz ter ouvido do governador a promessa de que ficará ausente das eleições em Amambaí. “Este é um dos imbróglios. Mas é claro que no final a gente acaba apoiando o candidato do partido”, afirmou André no Aeroporto Internacional de Campo Grande, antes de embarcar com a comitiva para viagem ao exterior.

Em Aquidauana, há “um bom problema” para o PMDB administrar, na análise do governador. No município, dois nomes do partido disputam o direito de ser o candidato a prefeito da legenda. Fauze Suleiman e Zelito Ribeiro que é tio do atual prefeito, Felipe Orro (PDT).

“Os dois querem ser o candidato. Fauze leva vantagem nas pesquisas. Ele tem 3% a menos de rejeição e 1% a mais de aceitação”, revelou André referindo-se a índices constatados em pesquisa de consumo interno encomendada pelo PMDB.

Sobre Corumbá, informou que houve um desacerto entre o PMDB e o PT, que ocupa a prefeitura do município com Ruiter Cunha. Peemedebistas e pedetistas disputam o direito de indicar o candidato a vice na chapa à reeleição do atual prefeito.

O Midiamax apurou que estava sendo costurado um acerto para que o PDT, que hoje detém a vaga de vice de Ruiter Cunha, com Antônio Juliano de Barros, fosse contemplado com a Secretaria de Saúde. O PMDB indicaria a vice. Não deu certo.

A cúpula do PDT tem pressionado para que a legenda mantenha a indicação do vice. Atualmente, o PMDB participa da administração de Ruiter Cunha. O partido indicou Ricardo Eboli Gonçalves Ferreira para a secretaria do Meio Ambiente.
O governador afirma não querer se envolver nos municípios onde houver disputa entre candidatos de partidos aliados.

“Por isso que eu deixei o abacaxi para o [Waldemir] Moka descascar. Primeiro porque a população quer ver o governador trabalhando. Depois porque quando você atua como árbitro sempre acaba xingado por alguém”, ressalta André. Waldemir Moka é deputado federal e presidente regional do PMDB.

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