2008-05-06 06:27:00
Vilson Nascimento
A Câmara Municipal de Sete Quedas, através de seu presidente, vereador Dr. Amadeu Hugo Alessi (PSDB) encaminhou ao Governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), pedindo a transferência da administração da cadeia pública local, hoje atendida pela Polícia Civil, para a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) de Mato Grosso do Sul.
Segundo o presidente da casa de leis atualmente a população do município pena com os autos índices de criminalidade, principalmente de roubos de veículos, onde famílias inteiras ficam reféns de marginais armados e a Policia Civil, que seria a responsável por investigar crimes dessa natureza, além de enfrentar falta de efetivo e até condições de trabalho, já que nem viatura possui, tem seu tempo tomado para cuidar da cadeia pública que funciona em situação precária em duas celas na Delegacia de Polícia Civil, que juntas tem capacidade para abrigar 12 internos, mas na realidade sempre está com número excedente.
“Nossa preocupação, a minha como presidente e dos demais vereadores é com a segurança da população. Enquanto a polícia judiciária fica amarrada cuidando de presos, os crimes ocorrem na cidade e não são investigados. Com a transferência da cadeia para a administração da Agepen, além de liberar os policiais para trabalhar nas investigações dos crimes e identificar e prender bandidos, vai garantir maior segurança para a população, já que, por falta de condições e segurança da cadeia, fugas tem ocorrido com freqüência aqui
“Eu e outros vereadores já fomos vitimas de assalto a mão armada e até o próprio prefeito de Sete Quedas já foi refém de assaltantes meses atrás e recentemente uma caminhonete do próprio Governo do Estado foi levada pelos marginais”, finalizou o presidente da casa de leis.
Com a fuga de seis presos há três semanas onde apenas um foi recapturado e a transferência de mais cinco detentos condenados para estabelecimentos penais, atualmente a cadeia pública de Sete Quedas está com cinco presos no regime fechado, um cumprindo pena em regime semi-aberto, que só vem para pernoitar na Delegacia e um menor que cometeu ato infracional e está detido temporariamente.
Sem efetivo adequado, apenas um investigador de polícia, o mesmo que tira plantão e realiza o atendimento ao público, fica responsável pela segurança da cadeia e o bem estar dos detentos.
Por falta de efetivo na corporação, a Polícia Militar retirou os policiais que realizavam a segurança externa da cadeia e atualmente todo o trabalho, tanto de atendimento aos presos como a própria segurança da cadeia é realizada pelo único policial de plantão na Delegacia.








