2008-04-22 15:49:00
Para o secretário estadual de Segurança Pública, Wantuir Brasil Jacini, Coronel Sapucaia (396 km de Campo Grande) é um município seguro que não precisa de reforço policial. No entendimento dele, a atuação do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) na região é suficiente para coibir e combater a criminalidade. “A violência é lá no Paraguai”, diz. Coronel Sapucaia e Capitán Bado, no Paraguai, são separadas por uma avenida.
Considerada a cidade mais violenta do país, Coronel Sapucaia – que serve de rota para o tráfico de drogas e é palco de disputa pelo poder entre traficantes – conta com apenas um policial civil, um escrivão, um delegado que sequer permanece na cidade e uma viatura, além de aproximadamente 10 policiais militares. Ontem, cerca de 150 pessoas das cidades de Capítan Bado e de Coronel Sapucaia fizeram uma caminhada para pedir paz, usando camisetas com os dizeres "SOS Paz". Somente no ano passado, a taxa de mortalidade foi de 107,2 homicídios por grupo de cem mil habitantes. A cidade possui 13,7 mil habitantes.
Já a segurança em Capitán Bado, onde são cerca de 15 mil habitantes, é feita normalmente por 27 homens da Polícia Nacional paraguaia. Por conta da onda de violência, o distrito chegou a ficar com 150 policiais e hoje está com 45. Naquela cidade foram 15 mortos desde o início do ano. Em Coronel Sapucaia, foram cerca de 10 mortes violentas no mesmo período.
Para Jacini, o único problema com relação a segurança pública em Coronel Sapucaia é a falta de delegado na Polícia Civil, mas ele diz que isso não deve ser resolvido tão cedo. “Nós temos algumas delegacias com só um delegado e outras com dois. O ideal seria que tivéssemos, no mínimo, dois delegados em cada delegacia. Nós estamos trabalhando para que tenhamos. Não sei se agora com esse concurso teremos, provavelmente não vai ser, mas num concurso de longo prazo”, disse.
Questionado, Jacini disse o problema da falta de delegacias da Polícia Civil em cidades como Maracaju, onde os presos ficam em uma unidade da Polícia Militar, depende da contratação de mais funcionários para ser minimizado. As contratações definidas até agora são dos policiais em formação que serão incorporados no início de 2008 à segurança pública do Estado: 1.000 policiais militares, 30 policiais civis, 150 escrivães, 50 investigadores, 21 papilospcopistas, 61 peritos e 50 bombeiros militares.
Segundo o secretário, Mato Grosso do Sul possui 38 unidades penais administradas pela Agepen (Agência Penitenciária) e é inviável colocar “presídios pequenos” que demandam de uma quantidade entre 50 e 60 servidores “em um local com 20 presos”.










