2008-04-20 13:36:00
Zulinha é filho do rei Zula. Zula é rei de um reino chamado pelo Cláudio Agostini de “Fantasia”. Fantasia é um reino que tem um povo muito interessante, composto pelos “amigos do rei” e o “resto”. O “resto”, por sua vez, é composto pelos que produzem e que, portanto, sustentam o reino, e pelos bobos da corte. Os bobos da corte fazem o rei rir muito e recebem como recompensa uma tal de “bolsa do reino”.
Zulinha, antes de seu pai tornar-se rei, era funcionário de um zoológico e ganhava míseros seiscentos reis-ais (dinheiro do reino), por mês. Esta situação humilhante mudou e, do dia para a noite, Zulinha tornou-se milionário. Como isto aconteceu?
Capítulo I – Zulinha acha a lâmpada mágica!
Capítulo II – Zulinha “esfrega” a lâmpada e aparece o “gênio”.
– Amo, como recompensa pela minha liberdade, podes fazer três pedidos.
Capítulo III – Zulinha faz o primeiro pedido.
– “Seu eugênio”, quelo ser o Bill Gates de Fantasia!
Numa rapidez como a do relâmpago que cruza os céus, Zulinha tornou-se sócio de uma empresa de telecomunicações que opera no reino e daí em diante ninguém mais segurou Zulinha Bill, o Gates de Fantasia.
Capítulo IV – Zulinha faz o segundo pedido.
– “Seu eugênio”, quelo uma “fagenda”, bem glande!
– Uma agenda? Mas o amo nem sabe escrever direito, para que uma agenda?
– Não, “seu eugênio”, quelo uma faageendaa, daquelas que tem boizinho, vaquinha, cablitinho, calneilinho…Quelo uma bem glande, a melhol do sub-reino de São Paulo, viu?! Quelo ser o maiol fagendeilo de Fantasia!
– Ah, agora entendi… O amo quer uma FAZENDA!
-Isso mesmo, “seu eugênio”, bem glande, e cheia de boizinho e vaquinha, viu?!
E, assim, o gênio “deu” a Zulinha uma fazenda que custou a bagatela de quarenta e sete milhões de reis-ais, à vista, porteira fechada e, que, por pura coincidência, é uma das que encabeçam a lista das 106 fazendas que podem exportar carne para os reinos da Europa. Pura sorte!!! (Para mais detalhes, entre no Google e escreva: Zulinha compra fazenda. Clique em pesquisar e divirta-se).
Atenção: quero deixar bem claro que esta estória é uma ficção e que qualquer semelhança com fatos reais que possam estar acontecendo num reino chamado Brasil, é pura coincidência.
Aguardem para breve, o terceiro pedido de Zulinha.
Alberto Eduardo Rings









