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sábado, 16 de maio de 2026

PF identifica alguns suspeitos de atacar presídio no MS

2008-04-16 09:27:00

A Polícia Federal identificou ontem "alguns suspeitos" envolvidos no ataque ao Presídio Federal de Campo Grande, ocorrido no final da noite do último domingo. A informação é do corregedor da penitenciária, juiz federal Odilon de Oliveira. "Logo que a participação deles for comprovada, os nomes serão revelados".

O superintendente da PF, Luiz Adalberto Philippsen, não confirma nem desmente a informação. Ele disse apenas que "diversos materiais, principalmente cápsulas deflagradas e intactas, foram recolhidas no local e estão sendo analisados. Pessoas estão sendo ouvidas formal e informalmente".

A hipótese levantada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, de que o ataque tenha sido uma possível prévia de um plano maior para resgatar presidiários do local, é defendida pela PF e pelos agentes penitenciários. Foi apurada uma série de detalhes que confirmam a declaração do ministro.

Logo depois da fuga dos atiradores, durante vistoria geral em todas as celas, não encontraram pistas que indicassem a possibilidade de algum preso pronto para ser resgatado. "Todos estavam na cela, com roupa de dormir e inclusive surpresos com a movimentação", disse um informante do local.

Espaço aéreo – Nesta terça, ao embarcar de volta para Brasília, diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) Wilson Salles Damásio, declarou que não irá falar mais sobre o caso. "Daqui para frente somente a Polícia Federal poderá dar informações sobre o atentado". Ele explicou que vai pedir ajuda da Força Aérea Brasileira, para aumentar o sistema de segurança e fiscalização no entorno aéreo do Presídio Federal.

A preocupação de Damásio, é em relação aos vôos de helicópteros sobre o presídio, como aconteceu no dia 19 do mês passado. No domingo, outro ou o mesmo helicóptero, orientou os atiradores, sobrevoando a área. Para a Aeronáutica, é um problema de segurança pública, já que o sistema de radar identifica somente aviões. Os militares observaram que já deveria existir meio para identificar helicópteros no setor de segurança pública, como por exemplo um canhão de luz.

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