2008-04-15 12:39:00
Depois de discutir em audiência pública os prós e contras da adoção do horário de verão, deputados e representantes da sociedade civil organizada chegaram à conclusão de que o ideal para o Estado é não adiantar o relógio em uma hora durante quatro meses no ano. Os resultados dos debates foram transformados numa carta que será encaminhada ao presidente Lula.
Médicos e parlamentares partidários do fim da adoção da medida encomendaram uma pesquisa sobre o assunto que revelou que 63% da população do Estado está insatisfeita com o horário de verão.
Entre os motivos apontados para exclusão de Mato Grosso do Sul da lista de Estados que passam pela mudança de horário é que a economia de energia elétrica é ínfima comparada aos problemas decorrentes da mudança no relógio. “A economia é de cinco reais por habitante”, disse o oncologista Adalberto Siufi.
Segundo o profissional, a fisiologia do indivíduo é afetada de forma contundente. “Estresse, insônia com aumento de acidentes de trânsito, incidência de câncer de pele”, enumerou Siufi. Estatísticas revelam que 25% dos tumores malignos se desenvolvem na pele e por isso os oncologistas querem garantir que o sul-mato-grossense não fique mais tempo exposto à radiação solar.
O risco que um insone representa para si e para os outros é mais um argumento levantado pelos defensores do fim do horário de verão. “Com o aumento da insônia, aumenta o uso de medicamentos, a auto-medicação e os riscos de acidentes”, disse o especialista em distúrbios do sono José Carlos Rosa Pires.
A carta com o pedido de exclusão de Mato Grosso do Sul do horário de verão será encaminhada ao presidente da República pelo deputado estadual Paulo Correa, que encabeça a Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa.









