2008-04-09 17:23:00
Após ficarem praticamente estáveis em março, os juros médios cobrados pelos bancos no empréstimo pessoal e no cheque especial subiram em abril, aponta pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP em dez instituições financeiras no início do mês.
Os bancos pesquisados foram Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco.
Para empréstimo pessoal, a taxa média dos bancos pesquisados foi de 5,53% ao mês, superior à de março, que foi de 5,51% ao mês, o que representou um acréscimo de 0,02 ponto percentual.
Entre as maiores altas estão o Bradesco, que alterou de 5,47% para 5,67% a.m., e o HSBC, que alterou de 4,64% para 4,69%. Os demais bancos mantiveram suas taxas de empréstimo pessoal.
No caso do empréstimo pessoal, as variações positivas ocorrem desde o início do ano. A taxa média para esta modalidade está, aos poucos, se aproximando da taxa média de outubro de 2003 (5,54% ao mês), a maior já registrada.
Já para o cheque especial, a taxa média dos bancos pesquisados foi de 8,49% ao mês, 0,29 ponto percentual superior à do mês anterior, que foi de 8,20%.
Foram verificadas altas nas taxas do Safra (alterou de 9,29% para 11,79% ao mês), Bradesco (7,89% para 8,19%) e Banco do Brasil (7,52% para 7,56%). Os demais bancos mantiveram suas taxas de cheque especial.
No cheque especial, o Procon observou um salto significativo impulsionado pela variação de 2,5 pontos percentuais promovida por uma instituição da amostra. O acréscimo registrado em abril colocou a taxa média do cheque especial como a maior já vista desde setembro de 2003, quando era de 8,50%.
Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo. Os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.
CET – O Procon alerta o consumidor para uma nova ferramenta na hora de contratar empréstimos: o chamado Custo Efetivo Total (CET), nova taxa que deve englobar todos os custos envolvidos na contratação.
Segundo pesquisa divulgada pela Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), porém, um mês após entrar em vigor, o CET ainda não é informado em bancos, financeiras e lojas visitados pela entidade, o que dificulta a comparação entre as instituições financeiras.
A Fundação Procon-SP disponibiliza em seu site um programa que permite ao consumidor elaborar sozinho o cálculo do CET referente a propostas ou contratos de financiamento.









