2008-04-09 20:13:00
Sem acordo para elevar o piso salarial de R$ 500 para a média nacional, que é de R$ 850, os empregados em auto escola de Mato Grosso do Sul apelam para uma greve geral que será decidida no domingo (13), a partir das 8 horas na Chácara do Detran. A informação é do presidente do Sindicato dos Instrutores e Funcionários de Centro de Formação de Condutores no Estado de Mato Grosso do Sul – Sindif/MS, Paulo Benites.
Segundo ele, diversas rodadas de negociação com a classe patronal, através do Sindicato das Auto Escolas, não avançaram em benefício dos trabalhadores que estão, segundo ele, há mais de dois anos sem qualquer reajuste.
Essa plenária estadual do Sindif/MS, segundo Paulo Benites, servirá também para investir o sindicato de poderes para entrar com dissídio coletivo para que a Justiça do Trabalho decida qual será o piso da categoria.
O líder sindical lembro que em algumas cidades o piso ultrapassa R$ 1 mil como é o caso de Campinas/SP, onde o piso salarial dos trabalhadores em auto escolas é de R$ 1,5 mil. "É lamentável que tenhamos que apelar para atitudes radicais, mas, afinal, tentamos de todas as formas chegarmos a um consenso com o sindicato patronal, mas eles permaneceram irredutíveis, não nos deixando outra alternativa se não apelarmos para uma possível greve e irmos para dissídio", comentou o líder sindical.
A ação do Sindif/MS conta com o apoio do Fórum Sindical dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul – FST/MS, do qual Paulo Benites é coordenador. O fórum é composto por dezenas de sindicatos e foi criado com o propósito de lutar pelos direitos dos trabalhadores, inclusive contra o governo em ocasiões em que planeja acabar com direitos conquistados pela categoria ao longo de muitos anos de luta. Membros do FST/MS também estarão presentes na assembléia geral dos instrutores e funcionários de centro de formação de condutores de Mato Grosso do Sul, no dia 13, a partir das 8 horas, na Chácara do Detran.










