2008-04-04 13:30:00
Com um volume de 600 mil correspondência acumulada, os funcionários da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) em Mato Grosso do Sul realizam logo mais às 9h30 uma nova assembléia geral, quando decidirão se suspendem ou não a greve que já entra em seu quarto dia.
Segundo o presidente do Sintect/MS (Sindicato dos Servidores da ECT), Emídio Gonçalves Alves, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, propôs a prorrogação por mais 90 dias do pagamento do abono de risco de 30% sobre o salário-base dos carteiros. "Hoje, 13 Estados já acataram esta proposta e retornaram ao trabalho. Em Mato Grosso do Sul, a direção da empresa sugeriu que retornemos ao trabalho para que ela decida. A tendência é que também prorrogue o pagamento do abono de risco por 90 dias", disse Emídio Alves, ressaltando que se 18 estados aceitarem a proposta do governo haverá a desmobilização da greve.
A greve em Mato Grosso do Sul atingiu, sobretudo, os carteiros. "Na ECT em Campo Grande contamos com um efetivo de 625 funcionários, dos quais os 200 que estão em greve são carteiros, responsáveis pela distribuição das correspondências, dentre elas as contas de serviços públicos como água, luz, telefone e outros", lembra Emídio Gonçalves Alves.







