2008-03-31 11:52:00
Sem conhecer o conteúdo do projeto do Poder Executivo de reajuste salarial para todos os servidores públicos estaduais, a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) tentará impedir a tramitação em regime de urgência da proposta que deve dar entrada hoje na Assembléia Legislativa. Com isso, a proposta teria que seguir o trâmite normal, que é mais demorado.
O presidente da Fetems, Jaime Teixeira, pretende conversar ainda na manhã de hoje com os líderes do PT e do Governo, respectivamente, Paulo Duarte (PT) e Youssif Domingos (PMDB), para pedir que eles não assinem o pedido de tramitação em regime de urgência.
Teixeira quer verificar se o documento respeita acordo feito com a categoria em agosto do ano passado, com aumento da regência, criação de nova tabela remuneratória para funcionários administrativos e ganho real acima da inflação. Teixeira chegou a declarar que gostaria de voltar a conversar com o governador, mas essa possibilidade é considerada remota.
A intenção do governo é de aprovar o projeto até 5 de abril, em razão do período eleitoral, mas a Fetems questiona essa urgência. “Tem resolução do TSE que diz que as eleições municipais só dizem respeito aos municípios”, argumenta.
O governador André Puccinelli já antecipou que o reajuste médio dos servidores será de 7%, com índices que variam de 3% a 21%. Já o impacto do reajuste na folha salarial mensal poderá chegar a R$ 11 milhões.











