2008-03-29 20:30:00
O Ministério Público do Rio de Janeiro tenta impedir a transferência do traficante Fernandinho Beira-Mar de Mato Grosso do Sul. Na tarde de ontem, a Promotoria entrou na Justiça com recurso na tentativa de suspender decisão da juíza Cristina de Araújo Góes Lajchter, da vara de Execuções Penais fluminense.
Ela determinou o retorno do traficante ao Rio caso, no prazo de 60 dias, o Ministério Público não consiga provar que Beira-Mar continua participando da atividade criminosa e que por isso sua transferência representaria perigo ao Rio.
O Ministério Público argumenta que Beira-Mar não só tem envolvimento como continua a chefiar facção criminosa carioca, mesmo de dentro do presídio federal de Campo Grande, onde está desde julho do ano passado. Um dos indicativos apontados pelo MP é que há poucos dias Beira-Mar teve nova condenação pelos crimes de associação para o tráfico, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, com penas que somam 16 anos e dois meses de prisão.
Já a juíza Cristina Lajchter justifica o pedido de retorno argumentando que o Rio tem estabelecimento prisional de segurança máxima, como é o caso de Bangu I, próprio para presos com idêntico perfil e elevada periculosidade.
Beira-Mar já esteve preso no Bangu I, passou por Brasília (DF), Maceió (AL), e Presidente Bernardes (SP). Sua última estada antes de Campo Grande foi o presídio federal de Catanduvas, no Paraná.
O traficante deveria permanecer em Mato Grosso do Sul no máximo até julho deste ano, porque existe uma regra que estabelece prazo de um ano de permanência em unidades prisionais federais.










