2008-03-29 13:40:00
Mato Grosso do Sul teve um verão praticamente sem dengue, ao contrário do elevado número de casos registrados no ano passado
Os principais motivos do sucesso foram as ações de prevenção e a parceria entre as esferas de governo e a comunidade. Mas independente do sucesso, a Secretaria de Estado de Saúde já começou o trabalho para o verão 2009.
“Nós já estamos nos preparando para o próximo ano. Esse ano conseguimos um verão sem dengue e queremos continuar assim por isso o trabalho já começou”, disse o diretor de vigilância em saúde, Eugênio Barros em entrevista ao Primeiro Notícia. A secretária de estado de saúde, Beatriz Dobashi reforçou a importância do trabalho continuado. “As ações para evitar a dengue no verão começam no ano anterior. A prevenção é fundamental para evitar uma epidemia”.
O esforço conjunto de estado, município e união também foi decisivo no controle dos casos. Segundo números da SES foram notificados em Mato Grosso do Sul, nos três primeiros meses do ano, 1420 casos contra 62419, no mesmo período do ano passado. Outro fator preponderante foi o apoio da população que se propôs a auxiliar no combate prevenindo e eliminando focos.
“A União apóia os trabalhos com ajuda financeira, o Estado contribui com dinheiro, apoio técnico e supervisão dos trabalhos, os municípios também investem financeiramente nas ações e executam as tarefas, mas não podemos esquecer da população que teve um papel importante para o fim da epidemia de dengue”, lembrou a secretária.
Experiência dividida – O Rio de Janeiro, que também viveu uma epidemia de dengue no verão de 2007, não conseguiu os mesmos resultados que Mato Grosso do Sul. Ao contrário, a situação atual é mais grave que no ano passado. Até ontem, 54 pessoas tinham morrido em decorrência da doença, sendo que metade delas era de crianças.
Devido ao sucesso do trabalho, o prefeito de Campo Grande se ofereceu para ajudar o do Rio de Janeiro compartilhando experiências que surtiram resultado positivo na capital morena. “Nós estamos prontos para dar nossa modesta contribuição, mostrando nosso projeto e experiências criativas e inteligentes para combater a dengue.
A participação da população também é fundamental. O campo-grandense adquiriu a cultura de cuidar mais da cidade, do terreno e do imóvel porque dengue se previne todo dia. Não pode descuidar porque se não a situação pode voltar”.










