2008-03-29 08:13:00
Antonio Luiz
A diretoria do Sindicato Rural de Amambai, representada pelo seu presidente, Christiano Bortolotto e o diretor Cláudio Agostini estiveram em Brasília na última terça-feira, dia 25, como parte da comitiva ruralista do estado de Mato Grosso do Sul para acompanhar os debates sobre a renegociação da dívida dos produtores rurais.
A importância dessa presença pode ser medida pelo inflamado e muito aplaudido discurso do diretor do SRA, Cláudio Agostini, que dissertou sobre as dificuldades que a classe produtora vem passando.
Após elogiada participação na Mobilização Nacional dos agricultores antes do anúncio das regras para renegociação da dívida agrícola, o deputado federal Waldir Neves (PSDB-MS) continua atento e empenhado na defesa dos interesses do setor.
Para Neves, as regras anunciadas no fim da tarde de terça-feira, dia 25, não satisfazem o setor, ficando aquém daquilo que merece como reconhecimento do Governo Federal – a agricultura e a pecuária são parte importante do Produto Interno Bruto brasileiro.
O governo parece não se dar conta de que o produtor não tem condições de saldar as dívidas conforme as propostas apresentadas pelas autoridades responsáveis. Por esse motivo, todos anos é a mesma ladainha, com produtor batendo na porta do governo para uma renegociação da renegociação que não teve como ser cumprida. Ano após ano o governo insiste em não resolver o problema de forma viável e definitiva.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Amambai Christiano Bortolotto, se a proposta apresentada na última terça-feira for aprovada é mais do que certo que essas dividas não serão saldadas, dadas as condições, e no próximo ano haverá, como tem havido, uma nova tentativa para refazer o que poderia ser feito hoje com sucesso. A política agrícola brasileira é uma piada, simplesmente não existe, pois se houvesse seguro agrícola e uma política de custos e preços que protegesse ao alto risco inerente da atividade rural, nada disso estaria acontecendo.
A proposta vai ser debatida no Congresso Nacional com a participação de representantes das entidades do setor rural, e a definição fica para o dia 31 de março.









