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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Ponta Porã: ex-prefeitos se unem para enfrentar Kayatt

2008-03-27 15:10:00

O cenário indica que as eleições municipais de Ponta Porã devem novamente polarizar entre dois candidatos, como ocorreu em 2004, o da situação, o prefeito Flávio Kayatt (PSDB), e o candidato do bloco formado por PT, PDT, PPS e PSB. A frente de oposição reúne dois ex-prefeitos – o pedetista Oscar Goldoni e o petista Vagner Piantoni –, o atual vice-prefeito Álvaro Soares (PPS) e o vereador Chico Gimenes (PSB).

O prefeito, por outro lado, reúne, além do PSDB, o PMDB e o DEM como base de sustentação da sua administração. Kayatt citou ainda que tem o apoio do PR e que conta com o apoio dos deputados estaduais do partido, Londres Machado, Paulo Corrêa e Antônio Carlos Arroyo (com quem conversou en passant), embora no município os Republicanos não tenham diretório formal.

Ambos os segmentos apostam nas ‘fissuras’ do concorrente. Kayatt disse que conversa com setores do PT e do PDT e não descarta uma composição com os petistas. A aposta do prefeito teria a ver com a boa relação com o vereador Marcelino (PT), que em 2007, com a chancela tucana, presidiu a Câmara. Do bloco de oposição, o prefeito descarta somente o alinhamento com o PSB e PPS.

Já Piantoni lembra que o DEM não estaria tão coeso na base do prefeito, muito embora o partido ocupe as secretarias de Governo, com Eduardo Campos, e da Saúde, com Josué da Silva Lopes. Segundo o petista, o vice-governador Murilo Zauith (DEM) não veria com bons olhos a direção do partido no município.

Entretanto, o DEM no município pode inclusive indicar o vice na chapa do prefeito Kayatt, já que ele considera irreversível o rompimento com o atual vice, o Álvaro Soares.

Com a mesma estratégia do concorrente, Álvaro Soares também aposta no enfraquecimento da aliança do prefeito. Segundo o vice-prefeito, o bloco articula com segmentos do PMDB descontentes com a situação.

Álvaro também reclamou que o prefeito nas eleições de 2006 não apoiou nenhum candidato a deputado estadual e o município ficou sem representação na Assembléia Legislativa. Além de Álvaro, foram candidatos a deputado estadual Goldoni e Piantoni.

Estratégia– O prefeito vai apostar no elevado índice de aprovação do seu governo. Conforme informou Kayatt, com base em pesquisa para consumo interno, a sua administração tem avaliação de 33% como ótima; 49% como boa, e 9% como regular positiva.

O bloco, por outro lado, aposta na densidade eleitoral dos pré-candidatos. Goldoni usou uma metáfora, disse que um lápis quebra mais fácil que 4. Ele também fez uma autocrítica, dizendo que se considera culpado por Ponta Porã ter ficado sem representação política na Assembléia. O pedetista não esconde que o bloco é mais ambicioso que a eleição municipal deste ano, mas visa 2010, a Assembléia Legislativa.

Goldoni também comenta 2006, quando a diluição dos votos entre os candidatos do município acabou prejudicando a todos. Outra razão foi o apoio do prefeito a Reinaldo Azambuja (PSDB), conforme lembraram Goldoni e Soares
Piantoni disse que houve um entendimento de que a pluralidade de candidatos não alcançaria o objetivo de ter uma candidatura forte.

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