2008-03-15 10:43:00
Juiz Ladrão
Lembram-se de quando estourou o escândalo envolvendo juízes. Tudo começou com o notório Lalau, que surrupiou 169 milhões do povo brasileiro. Depois apareceu aquele cabeludo arrogante, o tal João Carlos da Rocha Mattos. Pois bem, ele não é mais juiz federal. Perdeu o cargo e as prerrogativas da toga. Agora é prisioneiro comum e não detém mais foro privilegiado perante tribunais superiores. Foram cassados seus vencimentos e o direito à aposentadoria. A medida foi decretada essa semana pela presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargadora Marli Ferreira.
Alvo maior da Operação Anaconda, missão federal que desmontou suposta organização para venda de sentenças
Mesmo preso, desde novembro de 2003, Rocha Mattos recebia seu contracheque, cerca de R$ 22 mil mensais, ou seja, corrompeu-se, roubou e ainda levava nossa grana todo mês. Beleza. Agora, ele perde até direito à prisão especial. Condenado comum, vai para presídio da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado. Até agora ele ocupava sala em um quartel militar no bairro da Luz,
A perda do cargo de magistrado é conseqüência de sucessivos inquéritos judiciais, transformados em ações penais. No caso Anaconda, ele foi condenado a 3 anos de prisão, por quadrilha. Outras ações foram abertas, uma por denunciação caluniosa contra os juízes federais Fausto de Sanctis e Hélio Nogueira. O processo teve sentença definitiva e Mattos entrou com recursos no Supremo Tribunal Federal, que os rejeitou e autorizou o TRF
A expulsão acata decisão do Órgão Especial do TRF e petição do Ministério Público que destacou advertência do STF sobre “abusivo excesso de recursos por parte da defesa, objetivando o retardo da execução da sentença”. Marli assinalou: “Determino a expedição de ofício, com urgência, à Secretaria Penitenciária, para a indicação de vaga visando o encaminhamento do condenado, e, para salvaguarda de sua integridade física e segurança, esclareço que se trata de ex-juiz federal criminal. Comunique-se ao local onde se encontra recolhido, para as providências legais, eis que não mais ostenta a condição especial de magistrado”.
Pelo menos um vai pagar pelas safadezas cometidas. Se mandasse essa desembargadora para Brasília, ela certamente faria uma festa daquelas de lavar a alma do povo.
Lá, como cá – O governador de Nova York, Eliot Spitzer, conhecido pelo apelido de “Eliot Ness” por sua cruzada contra o crime, anunciou, na quarta-feira passada, sua renúncia ao cargo após a revelação de que ele era cliente de uma rede de prostituição de luxo. O caso se junta a uma lista de escândalos sexuais envolvendo políticos norte-americanos que tiveram seu auge em 1998, quando o então presidente, Bill Clinton, traiu a primeira-dama, a atual pré-candidata democrata à Presidência, Hillary Clinton, com uma estagiária.
Fosse aqui no Brasil é bem provável que o governador não tivesse que passar por esse constrangimento. Renan Calheiros, o pecuarista das Alagoas e falsificador de documentos, ainda é senador e, segundo fontes bem informadas, conversa diariamente por telefone com o presidente da República. Palocci teve que pedir demissão apenas quando quebrou o sigilo bancário do caseiro. Mas, enquanto freqüentou a famosa “República de Ribeirão Preto” manteve casos com as meninas da cafetina Jeanne Maria Córner. Dizem que em Brasília os hormônios se exaltam e o número de “cornos” é altíssimo. Pelo menos uma coisa os políticos americanos e brasileiros têm em comum: uma esposa idiota que aceita passivamente as escapadas do maridão. Uma delas até é candidata à Presidência do país mais rico do mundo.













