2008-03-01 00:02:00
Vilson Nascimento
Um agricultor de 73 anos foi assassinado a golpes de facão, na noite dessa sexta-feira (29) ao flagrar o vizinho de sítio furtando mandioca de sua lavoura em Amambai.
O crime aconteceu por volta das 19h30 em uma chácara situada às margens da rodovia MS 289, trecho que liga Amambai a Jutí, na região do Conjunto Habitacional Nossa Senhora Aparecida, a cerca de 7 quilômetros da cidade em Amambai.
Segundo levantamentos realizados pela polícia junto a testemunhas, a vítima, Ercides Alves da Silva de 73 anos teria saído para realizar uma ronda em seu mandiocal, tendo em vista os freqüentes furtos de mandioca que vinham ocorrendo, quando teria flagrado o autor, Antônio de Souza, o “Antônio Urubu” de 44 anos, vizinho de sítio, arrancando pés de mandioca da lavoura.
Segundo testemunhas ao notar a presença do proprietário do mandiocal, Antônio Urubu teria atacado o agricultor com o mesmo facão que usava para arrancar as raízes de mandioca para agredir Ercides que foi atingido na altura do peito e na região da axila esquerda, vindo a morrer no local.
Autor foi preso em seguida- Ao tomar conhecimento do crime equipes das polícias Civil e Militar de Amambai se deslocaram para o local e após levantamentos realizados, efetuaram a prisão de Antônio Urubu em sua residência.
Segundo a polícia quando os policiais chegaram ao local Antônio de Souza, que negou a autoria do assassinato, mas foi reconhecido por testemunhas, estava deitado em uma rede e inclusive ainda usava a roupa que vestia na hora que cometeu o crime, ou seja, uma farda camuflada do Exército Brasileiro.
De acordo com a polícia próximo a rede onde o acusado, que apresentava sintomas de embriagues, estava deitado, foi encontrado um “corote” de aguardente e a arma utilizada para cometer o assassinato, um facão de lâmina estreita, com cabo de madeira, que estava escondido embaixo de um tronco.
Encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Amambai, Antônio Urubu foi autuado em flagrante pelo delegado Dr. Claudineis Galinari, que inclusive coordenou as diligências no local do crime e enquadrado no artigo 121, parágrafo 2º, incisos 2º e 5º do Código Pena Brasileiro, ou seja, homicídio qualificado e está sujeito a uma pena que varia de 12 a 30 anos de prisão em caso de condenação.
Ele vai aguardar decisão da Justiça recolhido no Estabelecimento Penal de Amambai (EPAm).










