2008-02-20 11:23:00
Os instrutores de centros de formação de condutores de Mato Grosso do Sul devem parar as atividades a partir da próxima sexta-feira (22 de fevereiro), diante da falta de avanços nas negociações com os proprietários das “auto-escolas” quanto ao reajuste salarial. A informação partiu do presidente do Sindif (Sindicato dos Instrutores e Funcionários dos Centros de Formação de Condutores), Paulo Benites, ao ressaltar que a greve terá início às 6h daquele dia.
De acordo com Benites, os instrutores reivindicam a desvinculação de seus salários do piso da Fetracon (Federação dos Trabalhadores no Comércio), hoje de R$ 500. “Inicialmente pedimos um piso de R$ 1.320, mas para chegar ao valor de R$ 850, que é a média de ganho dos instrutores. Eles [os integrantes do Sindicato patronal] ofereceram R$ 535. diante disso anunciamos a greve geral”, adiantou.
Apesar do piso de R$ 500, Benites informou que o ganho médio de um instrutor chega a R$ 1 mil. “Mas isso é com o pagamento ‘por fora’, sem o benefício”, afirmou, destacando que, recentemente, um integrante da categoria se acidentou “e vai receber um valor de benefício defasado”.
O sindicalista confirmou que a paralisação causará transtornos aos alunos, uma vez que muitos já têm a data dos exames (teóricos ou práticos) agendada no Detran/MS, e para a realização das provas é obrigatório o cumprimento das aulas. Mato Grosso do Sul possui cinco mil instrutores de CFCs, dos quais 3,5 mil estão na ativa. A reportagem tentou contatar, sem sucesso, representantes do SindCFC (Sindicato das Auto-Escolas de Mato Grosso do Sul) para comentar as declarações de Benites.










