2008-02-14 06:30:00
Vilson Nascimento
A Comarca de Sete Quedas, que abrange, também o município de Paranhos, está com três julgamentos agendados, dois para este mês de fevereiro e um para o mês de março.
O primeiro júri previsto na pauta, deverá acontecer no próximo dia 25, uma segunda-feira e terá sentado no banco dos réus, o agricultor Arino João Caetano de 74 anos.
Arino é acusado de assassinar, em dezembro de 2006, o também agricultor Casemiro Ozga de 61 anos, crime ocorrido no Assentamento São José do Jatobá em Paranhos onde ambos residiam.
Segundo a Polícia Civil de Paranhos, que investigou o caso na época, Arino Caetano teria matado Casemiro com um tiro na cabeça quando ambos voltavam de uma mercearia situada no interior do assentamento rural e tentado esconder as provas do crime lavando a charrete onde ambos viajavam e a arma do crime, um revólver calibre 38 posteriormente encontrado pela polícia.
O agricultor foi preso em flagrante e após um certo tempo na cadeia, por conta das condições frágil de saúde foi, colocado em liberdade, porém 15 dias depois voltou a ser preso por posse ilegal de armas.
Apesar de ter cometido dois crimes consecutivos, Arino João Caetano, que já teve um filho morto em troca de tiros com a polícia em 2006 e outro filho preso por roubo na região de Paranhos, voltou a ser solto em novembro do ano passado (2007) e aguarda o julgamento em liberdade.
Segundo Júri- O segundo júri do mês de fevereiro na Comarca de Sete Quedas está marcado para acontecer no dia 27, uma quarta-feira, quando estará sentado no banco dos réus, Ademar Ritter, acusado de matar a facada, no dia 17 de abril de 2004 na Vila Junqueira, uma comunidade rural situada à cerca de 25 quilômetros da cidade em Sete Quedas, Gregório Barboza dos Santos.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual o crime ocorreu por volta das 19h do dia 17 de abril em via pública da Vila Junqueira. Segundo apurou o PME meses antes do crime, denunciado e vítima desentenderam-se em razão de que Ademar suspeitava que Gregório estaria mantendo um relacionamento amoroso com a amásia do acusado.
No dia dos fatos, durante uma festa na igreja da Vila Junqueira, Gregório teria chegado na casa do autor trazendo consigo cervejas, más Ademar, extremamente nervoso com a presença de Gregório, o teria expulsado na casa juntamente todas pessoas que estavam na residência, segundo as investigações, por conta do desentendimento que eles tiveram anteriormente e Ademar e Gregório teriam voltado a discutir.
Consta na denúncia que a vítima estava na rua enquanto o denunciado entrou na casa, armou-se de uma faca e foi em direção a Gregório, desferindo-lhe o golpe fatal. Após praticar o crime, Ademar fuga para o Paraguai onde teria relatado ter perdido a faca utilizada no crime.
Júri em Março- Em março será levado a júri popular em Sete Quedas, João Lima de Oliveira, também acusado de homicídio doloso.
Todas as três sessões do Tribunal, que terão na presidência o Juiz de Direito Dr. Plácido de Souza Neto, titular da Comarca de Sete Quedas, estão previstas para iniciar às 9h da manhã e como Sete Quedas não conta com um prédio próprio para o Tribunal do Júri, os julgamentos acontecerão no plenário da Câmara Municipal, situada no centro da cidade.










