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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Tráfico leva mulheres de MS para casamento com árabes

2008-02-11 12:05:00

Nas investigações sobre tráfico de seres humanos o Ibiss-CO (Instituto Brasileiro pró-Sociedade Saudável do Centro-Oeste) detectou dois casos de aliciamento de mulheres de Mato Grosso do Sul para casamento servil. Fato que surpreendeu o instituto. “Pensávamos que esta modalidade de tráfico já não mais existisse”, destacou Estela Scandola, diretora do Ibiss, nesta manhã, durante entrevista à FM UCDB.

O Ibiss acabou derrotado na batalha judicial sobre o caso. “A questão é que não houve reconhecimento de de tráfico só de rápito. Perdemos na Justiça”, lamentou. Os dois casos teriam acontecido na fronteira do Estado com o Paraguai. Duas mulheres teriam sido levadas para casamento com árabes.

Conforme Estela Scandola, na maior parte dos casos, as quadrilhas de tráfico humano levam brasileiros para Portugal, Espanha e Holanda. “Na verdade houve um avanço em relação à Europa que assinou tratado no qual se compromete a priorizar o combate ao tráfico de humanos. Só a Espanha não assinou”, lamenta.

As Nações Unidas e outros especialistas estimam que o mercado do tráfico ilícito de seres humanos movimente cerca de US$ 32 bilhões ao ano. “Trata-se de uma cadeia. Há despesas com o transporte, alojamento das pessoas e outros serviços. (…) Nunca tivemos tantas pessoas traficadas como agora”, salienta.

Evento Mundial- O Fórum de Viena (Áustria) que será realizado de 13 a 15 de fevereiro, pretende reunir representantes para discutir os fatores de vulnerabilidade, o impacto do tráfico na vida dos envolvidos e estratégias para prevenir casos de tráfico de pessoas em todo o mundo.

A comitiva brasileira será chefiada pelo Secretário Nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior, e está formada por representantes de órgãos governamentais e organizações da sociedade civil, além de uma jornalista da Rede Globo Nacional .

De Mato Grosso do Sul, foi convidada Estela Scandola. O Ibiss-CO é  uma das seis ONGs brasileiras que irão para o Fórum.

"Esse é o primeiro evento mundial da ONU que vai traçar uma política de enfrentamento Tráfico de Pessoas, e a nossa participação é importante porque é um reconhecimento do trabalho do Brasil e da América Latina no enfrentamento ao tráfico de pessoas", afirma Estela Scandola.

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