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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Dulce entrega carta a Puccinelli pedindo segurança

2008-02-11 22:05:00

A presidente da Câmara Municipal de Ponta Porã, vereadora Dulce Manosso (PSDB), entregou ao governador André Puccinelli (PMDB), uma carta solicitando providências urgentes para o problema da segurança pública na fronteira. Manosso disse que o município está pedindo socorro e que a comunidade não suporta mais tanta violência.

Em nome dos vereadores ela entrega nas mãos de Puccinelli o documento e pediu para que ele olhe com carinho para Ponta Porã. “Como professora quero que o senhor dê uma atenção especial para a fronteira. A comunidade vive de forma apreensiva e sabemos que as nossas policiais não possuem efetivos necessários e nem a estrutura ideal para desenvolver um bom trabalho”.

Na carta a presidente diz que Ponta Porã conta com o menor efetivo policial do Estado. “O município hoje tem mais de 75 mil habitantes e, por ser uma área de fronteira, não podemos deixar de considerar a população da nossa vizinha, Pedro Juan Caballero, que soma mais de 90 mil habitantes”.

A seguir, Dulce relata que a indignação maior é que são apenas 124 policiais, quando na verdade seriam necessários 406. “No entanto é preciso dizer que desses poucos são os que estão realmente para atender a população”.

Além de atender Ponta Porã, os 124 policiais lotados no 4º Batalhão de Polícia Militar, são designados para atender as cidades de Aral Moreira, Antônio João e Laguna Carapã e, ainda, os distritos de Sanga Puitã, Cabeceira do Apa, Fazenda Itamarati. Também são responsáveis pela segurança do Fórum da Comarca, da UNEI, do Presídio Feminino e 24 atuam na segurança externa da Unidade Penal Ricardo Brandão e outros seis fazem trabalho administrativo.

“Portanto, é de se considerar que o número de efetivo que resta para atender a população é muito pouco, o que acaba por gerar um sentimento de insegurança a todos nós”, acrescentando que a Organização das Nações Unidas (ONU), recomenda que sejam colocados um policial para atender a cada 350 pessoas. “A nossa realidade é que vivemos em um município onde um policial é responsável em atender 3.500 pessoas. A situação é verdadeiramente critica e não podemos deixar de nos manifestar diante deste problema”.

Dulce Manosso disse que ainda nesse diapasão, tem recebido constantemente queixas sobre a super lotação nos presídios feminino e masculino de Ponta Porã, sendo que no primeiro, com capacidade para abrigar 50 detentas conta atualmente com mais de 85, sendo sete delas ainda amamentando seus filhos dentro do próprio estabelecimento prisional. “Esse presídio funciona com apenas dois funcionários por plantão e um policial militar responsável da segurança externa, quando o mínimo necessário são três”.

Com relação ao presídio masculino, Dulce informou ao governador que a capacidade é para 78, mas atualmente são 388 homens cumprindo pena no local, supervisionados  por 16 policiais plantonistas divididos em 4 por dia, quando o ideal seriam 32 funcionários. “A situação também é complicada na Polícia Civil, que não possui a mínima condição para desenvolver investigações dos mais diversos tipos de crimes que ocorrem na cidade. São 21 investigadores, sendo que 12 encontram-se afastados por motivos de férias, falecimento, exoneração e licenças, deixando a unidade debilitada para exercer seu ofício”.

Ao responder aos questionamentos de Dulce Manosso, o governador André Puccinelli, assegurou que dos novos policiais que estão sendo formados, 30 serão destinados para o reforço do policiamento em Ponta Porã.Puccinellidisse que ao assumir o governo empossou 267 novos policiais e logo abriu concurso para contratação de mais mil. “O que ocorre é que para formar um policial demora 14 meses”.

O governador disse que os novos policiais só chegarão à fronteira no início de 2009 e também prometeu reforçar a segurança com a presença mais efetiva dos agentes do Departamento de Operação de Fronteira (DOF), em Ponta Porã.

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