2008-02-10 22:30:00
Vilson Nascimento
O dono de um mercado situado na região do Jardim Carimbó em Sete Quedas foi atraído para uma emboscada e teve a caminhonete tomada em assalto em território paraguaio essa semana.
Segundo a polícia o empresário, que já foi vítima dos assaltantes em outra oportunidade, estava em seu estabelecimento comercial por volta das 15h de quinta-feira (7) quando teria chegado um indivíduo, comprado quinze fardos de açúcar e pedido para entregar em território paraguaio, rotina comum para quem tem estabelecimentos comerciais na faixa de fronteira.
Como estava sem motorista no momento o próprio comerciante se prontificou a realizar a entrega. Ele e o freguês, que na realidade se tratava de um dos assaltantes disfarçado, se deslocaram em direção ao distrito de Pindoty Porã no país vizinho e ao entrarem em uma estrada que leva até a cidade paraguaia de Corpus Christi, distante cerca de 25 quilômetros da fronteira com o Brasil, o suposto freguês teria pedido para o comerciante dar carona para um indivíduo que estava parado às margens da rodovia, alegando ser seu companheiro de trabalho.
Segundo a polícia quando o comerciante parou a caminhonete acabou rendido, sob a mira de arma de fogo, pelo suposto caroneiro e ambos, caroneiro e o freguês anunciaram tratar-se de um assalto.
Segundo a polícia o comerciante foi obrigado a seguir com o grupo até a região conhecida por “Encruzo Guarani”, a cerca de 47 quilômetros da fronteira com o Brasil, onde a vítima foi deixada e os marginais seguram em frente levando sua caminhonete.
Assaltos Freqüentes- Roubos de veículos com o emprego de ameaças e armas de fogo tem ocorrido com grande freqüência em Sete Quedas a pelo menos três anos sem que as autoridades competentes tomem providências.
Apesar da ação ser praticada por marginais vindos do território paraguaio e da facilidade de fuga para o País vizinho por conta das várias entradas de acesso, a falta efetivo e estrutura para a Polícia Militar para ampliar o policiamento nas ruas, para realizar abordagens de pessoas suspeitas e a falta de estrutura da Polícia Civil para investigar os crimes são fatores que acabam facilitando ainda mais a ação dos marginas e deixa a população apreensiva e com medo.











