2008-02-01 15:21:00
Dino Viana
O prefeito de Coronel Sapucaia nega que tenha dito informações veiculadas em mídia nacional nesta quarta-feira (30), usando seu nome. "Fiquei surpreso ao me deparar com informações que estão circulando na imprensa nacional dizendo que nossa cidade é "uma terra sem dono" e que "traficantes desovam corpos em nossa cidade; eu nunca disse isso; tais informações não são verdadeiras", disse o prefeito Ney Kuasne. O prefeito nega ainda que tenha dito que acha normal a taxa de homicídios no município.
O prefeito disse também não concordar com a pesquisa divulgada pela Rede de Informação Tecnológica Latino Americana (RITLA), que aponta o município de Coronel Sapucaia como a cidade mais violenta do Brasil. "Isso é coisa de pessoas que querem de alguma forma prejudicar nossa cidade, pois até o momento não fomos procurados por pesquisadores ou por qualquer organização; sequer sabíamos que estes pesquisadores estiveram no município, se é que estiveram; os dados apontados nesta pesquisa não correspondem à atual realidade do nosso município", disse o prefeito Ney Kuasne.
O prefeito critica ainda o critério pelo qual foi elaborada a pesquisa de homicídios, que tomou por base o número populacional de cada 100 mil habitantes, porque, segundo ele, Coronel Sapucaia não se enquadra neste critério, justamente por ser uma cidade com cerca de 13.500 habitantes; para ele, o critério adotado pela RITLA prejudica os municípios de pequeno porte.
O prefeito argumentou ainda que o problema da violência é um problema nacional, não apenas de Coronel Sapucaia, segundo ele; não se pode comparar a violência dos grandes centros do país com a pequena e pacífica cidade de Coronel Sapucaia, e que, o combate à violência é responsabilidade do Estado (Governo Federal e Estadual), não do Município; não se pode responsabilizar unicamente o Município pela segurança na faixa de fronteira.
"Ficamos preocupados com a maneira com que as informações estão sendo veiculadas na mídia; isso prejudica muito a imagem de nossa cidade, pois aqui residem famílias de pessoas trabalhadoras, honestas e que não merecem passar pelo constrangimento que estas reportagens estão causando a elas", concluiu o prefeito, que inclusive, reside no município há 27 anos.








