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domingo, 10 de maio de 2026

Periscópio “Maluco beleza” – por Antonio Luiz

2008-01-26 12:02:00

Maluco beleza – Vocês se lembram do Roberto Mangabeira Unger, aquele sujeito que, apesar de brasileiro, fala um português arrevesado com sotaque americano recebeu de Lula um ministério criado exclusivamente para ele, o famigerado SEALOPRA e  é uma das maiores excrescências  que esse participa ou participaram desse Governo. E olha que não é fácil esse lugar de destaque, já que o que não faltou nesses últimos cinco anos foram tantos os “companheiros” problemáticos que o presidente da República já perdeu o pudor – se é que algum dia ele teve – em nomeá-los para cargos.

Mangabeira Unger viveu parte de sua vida nos EUA, onde dava aulas em uma universidade. De repente resolveu olhar o Brasil. Começou dando pitacos na política econômica. A partir daí tomou atitudes controvertidas, que vão do apoio a Ciro Gomes, em 1998, até sua filiação ao PRB, partido controlado pelo empresário e bispo  Edir Macedo.

“Afirmo que o Governo Lula é o mais corrupto de nossa História nacional”, escreveu o professor Roberto Mangabeira Unger, no artigo publicado em 15 de novembro de 2005. A frase vai persegui-lo pelo resto da vida pela dureza das acusações e pela incoerência entre elas e sua posterior conversão ao Governo Lula, por mais que ele tente explicar.

Antes de aderir ao Governo, espancou Lula e o PT como nenhum adversário fez até hoje. No artigo incômodo, cobrou que o Congresso “estava na obrigação de declarar o impedimento do presidente”. Disse: “As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade já são mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento”. Afiançou que Lula, “desde o primeiro dia do seu mandato desrespeitou as instituições republicanas”.

E, quase dois anos depois, mudou completamente de opinião, pediu desculpas ao presidente e virou ministro do governo que acusara como o mais corrupto. Nada como uma boa sinecurazinha.

Depois de meses no ostracismo, o nosso ministro Mangabeira Unger decidiu dar o ar de sua graça em grande estilo. A começar pela volta dos Estados Unidos, incógnito no avião de carreira, passando despercebido pelo aeroporto nestes tempos de greves, filas, atrasos e bagunça. Voltou ao batente na Esplanada dos Ministérios na maior moita. Tanto segredo e despistamento, de causar inveja aos mágicos profissionais, só agora revela o mistério da sua tática, perfeitamente ajustada às excentricidades dos seus hábitos e do seu temperamento: o ministro do Futuro reservou para o seu retorno o anúncio das linhas gerais do seu projeto para arrancar o país do atoleiro do atraso e empurrá-lo para décadas, séculos de avanço fantástico. Foi  deitar falação em Belém e Manaus sobre a Amazônia. Foi expor suas idéias para aquela região aos amazônidas. E só falou besteiras.

Fez de cara duas propostas hilárias: a construção de aquedutos que transportariam água da Amazônia para o Nordeste e o ensino bilíngüe para os índios aculturados.

Os índios em idade escolar no Brasil já estudam duas línguas: a indígena e o português.

Quanto aos aquedutos, Mangabeira deve ter ficado impressionado com os Arcos da Lapa, um aqueduto, que é um dos cartões postais do Rio de Janeiro.

Essas duas propostas de Mangabeira demonstram que ele precisa urgentemente conhecer o país, do qual se tornou ministro por indicação do PRB.

Talvez por morar em Cambridge, Massachussets, Mangabeira não saiba que o problema do Nordeste não é falta d’água, mas a distribuição dela até as populações.

Vejam a definição que o distinto faz de si mesmo: “Falo português com sotaque de estrangeiro. Ando com a perna torta, balançando como barco prestes a soçobrar. Meus cabelos estão tão esbranquiçados e meu rosto tão enrugado que pareço vestígio de época perempta. Sou um homem sem charme num país de charmosos”, descreveu-se. Curiosamente, ao entrar no Governo, uma de suas preocupações era saber se seu carro oficial poderia ter placa de bronze.

Ele justifica o sotaque: “Não penso com sotaque.” Mas não o explica, até porque viveu no Brasil dos 22 aos 34 anos, se formou em Direito no Rio de Janeiro e só saiu daqui em 1971, novamente para os EUA – e nesse tempo todo continuou falando como um bostoniano nato.

Falou mal do Lula e se deu bem. Faz seis anos que eu desço a lenha no presidente e já mereceria no mínimo a presidência de uma dessas estatais que distribuem grana a seus apiguados. Já o maluco beleza…!

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