2008-01-24 20:29:00
Amanhã, dia 25, o Estado de Mato Grosso do Sul celebra 30 anos do
Sistema Plantio Direto em terras sul-mato-grossenses. A comemoração,
promovida pelo Grupo Plantio na Palha (GPP), reunirá produtores,
técnicos e pesquisadores na Fazenda Aquarius, berço do Sistema em MS, no
distrito de Panambi-MS.
Na programação, um pouco da história dos pioneiros do SPD no país: o
agrônomo John Landers e o produtor Herbert Bartz. O primeiro colaborou
com a inserção do Sistema nos Cerrados brasileiros; já Bartz, inovou ao
instalar em suas propriedades paranaenses um sistema que não revolvia o
solo, sendo capaz de manter uma cobertura permanente, adotando a rotação
de culturas como premissa.
O evento, que tem a realização da Embrapa Agropecuária Oeste
(Dourados-MS) e parceria da Universidade Federal da Grande Dourados
(UFGD), Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados
(AEAGRAN) e Sindicato Rural, pretende mobilizar produtores da região a
investirem, cada vez mais, nesse sistema conservacionista, que além de
aumentar a produtividade das culturas, preserva o meio ambiente e
melhora a capacidade produtiva do solo.
De acordo com o agricultor e presidente do GPP Lúcio Damália, no final
dos anos 70, o SPD chegou à sua propriedade como uma alternativa para
reduzir o grau de erosão em que o solo se encontrava. "E deu certo,
porque controlamos a erosão e o Sistema Plantio Direto, em dois anos,
estabilizou-se". Lúcio Damália ao lado de Thomas Owens foram os
primeiros produtores do Estado a converter seus sistemas convencionais
em Plantio Direto, ainda na década de 70.
Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária — Embrapa,
vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em
Dourados-MS, Júlio César Salton, foi um dos autores da obra "Sistema
Plantio Direto: o produtor pergunta, a Embrapa responde", pertencente à
coleção "500 perguntas — 500 respostas", e estuda o Sistema Plantio
Direto há mais de 20 anos e observou as mudanças no cenário de MS.
"Notamos que é um sistema de produção de sucesso e pode ser aprimorado,
com melhorias, por exemplo, no uso da rotação de culturas. Felizmente,
ele é predominante, apesar da recusa de alguns produtores, porém, sem
ele, a atividade agrícola teria causado sérios problemas ao meio
ambiente", afirma Salton.
Em seus dados, Júlio Salton estima que em Mato Grosso do Sul, "durante
este período de 30 anos, a adoção do SPD resultou na produção de mais de
6 milhões de toneladas de soja, gerando algo em torno de 4 bilhões de
reais. Isso dá uma dimensão do impacto positivo desta tecnologia no Estado."











