2008-01-23 13:44:00
Está presa na superintendência da Polícia Federal em Campo Grande Rosa Maria Dias Rocha, de 37 anos, apontada como a contadora no Paraguai da quadrilha do traficante Luís Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Ela era dada como foragida desde o ano 2000 e está na PF desde o dia 8 de janeiro.
Rosa seria a número 1 da quadrilha de Beira-Mar no país vizinho. Ela é ré, junto com ele, num processo por lavagem de dinheiro que corre na justiça federal em Campo Grande. Pela investigação da Polícia Federal e do Ministério Público, ela administrativa as casas de câmbio que na verdade seriam de Beira-Mar na cidade de Capitan Bado, separada por uma rua do município sul-mato-grossense de Coronel Sapucaia.
A prisão de Rosa havia sido decretada pelo juiz Odilon de Oliveira, responsável pelo processo, no ano de 2000, quando surgiu a informação sobre a existência das casas de câmbio de Beira-Mar, a partir de investigações do MPF (Ministério Público Federal) e da PF. Rosa morava em Coronel Sapucaia, pelas informações, e administrava os negócios de Beira-Mar em Capitán Bado, afirmou Oliveira.
A investigação apontou que, apesar de ter declarado uma renda mensal de R$ 5.000, Rosa movimentou em apenas seis meses R$ 1,5 milhão, conforme denunciou o MPF com base em quebra de sigilo bancário.
Tráfico A atuação de Rosa Maria Dias Rocha vai além da lavagem de dinheiro. Ela é ré no Brasil, no Rio Grande do Sul, por tráfico de drogas, e também era considerada foragida neste processo, que corre na cidade de Passo Fundo.
No mesmo processo, é réu outro homem apontado como integrante da quadrila de Beira-Mar, Ubiratan Brescovit. Os dois estão presos no presídio de segurança máxima federal em Campo Grande.
As circunstâncias da prisão de Rosa Maria Dias Rocha não foram esclarecidas. Há informações não oficiais de que ela se entregou primeiro ao DOF (Departamento de Operações de Fronteira), em Dourados, no dia 2 de janeiro, e depois foi levada direto à justiça federal, onde já teria prestado depoimento ao juiz federal Odilon de Oliveira. Da justiça foi recolhida numa cela da Polícia Federal.
O juiz federal Eduardo Gomes Philippsen, de Passo Fundo, já foi informado da prisão de Rosa e solicitou que ela seja ouvida em Campo Grande sobre a acusação de tráfico que corre naquel estado.










