2008-01-22 04:59:00
Cerca de 350 pequenos produtores rurais do Assentamento Itamarati já está cadastrado e participando das discussões para implantação de uma cooperativa na região de fronteira. Somente no final de semana passado foram cadastradas 220 pessoas que assistiram explanações sobre a importância da união da classe para o desenvolvimento da agricultura de pequeno porte na região.
A presidente da Câmara de Ponta Porã, vereadora Dulce Manosso (PSDB), na reunião do final de semana no Assentamento Itamarati, a professora Miriam Aveiro, que é coordenadora geral da região Centro-Oeste das Incubadoras Tecnilógicas Populares (ITCP), falou sobre os benefícios que os produtores terão em trabalhar de forma cooperada.
Dulce disse que é importante essa união, destaca que foi a quarta reunião para a implantação desta modalidade de trabalho na fronteira, que é desenvolvido com estagiários da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), sendo que os projetos são financiados pelo Banco do Brasil. “Durante a reunião fizemos o cadastro das pessoas que estão interessadas em participar da cooperativa”, afirmou.
O objetivo é desenvolver diversos projetos, sendo que os principais, explica Dulce Manosso, estão ligados a produção de hortaliças, frutas, criação de frango caipira, galinhas poedeiras, suinocultura, ovinocultura, caprinocultura e também a piscicultura, que é uma atividade que vem crescendo em toda a região.
“Neste final de semana encerramos as inscrições; agora no próximo dia 17 de fevereiro um professor estará no Assentamento Itamarati para dar uma aula sobre cooperativa e, a partir daí, vamos iniciar o processo de formação da cooperativa dos pequenos produtores rurais, já que somente através da unidade cooperada é que os recursos serão liberados pela instituição financeira, que é o Banco do Brasil”, explica Dulce.
A vereadora Dulce Manosso é autora de um projeto de lei, que incentiva que toda a produção agrícola dos micros e pequenos produtores seja destinada ao abastecimento do próprio município. “A idéia é de que a produção seja destinada para a merenda escolar, para o Hospital Regional, para alimentar os militares do Exército, que todo produzido aqui, seja consumido aqui mesmo, reduzindo custos para quem compra e valorizando aquele que derrame o suor para produzir”, afirma a vereadora, que ressalta que uma reunião para tratar desse assunto já foi agendada com o prefeito Flávio Kayatt (PSDB).












