2008-01-17 18:22:00
A bancada federal de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados foi a campeã no uso de verbas de gabinete em 2007, conforme apontou o estudo “Como são nossos parlamentares”, divulgado hoje (17) pela organização não-governamental Transparência Brasil. Os dados da entidade apontam que cada deputado federal do Estado gastou, em média, R$ 168.137 com a chamada “verba indenizatória”, dentro do limite de R$ 180 mil permitido pela Casa de Leis.
O valor médio gasto pelos deputados sul-mato-grossenses é o maior da Câmara, sendo seguido pelos parlamentares do Ceará (R$ 167.971) e de Tocantins (R$ 167.722). O menor gasto é do vizinho Mato Grosso, onde cada parlamentar consumiu, em média, R$ 118.489.
Dentre os gastos dos oito deputados federais sul-mato-grossenses, destacam-se os recursos aplicados em viagens. O levantamento aponta que os parlamentares gastaram em média R$ 65.480 em passagens, o terceiro maior valor do Brasil. Apenas os deputados do Piauí (R$ 82.421) e do Amapá (R$ 78.996) superaram a bancada de Mato Grosso do Sul, conforme a ONG.
Em segundo lugar nos gastos dos sul-mato-grossenses aparece o item “combustíveis”. Foram R$ 41.273 utilizados para este fim, o quarto maior valor dentre as bancadas (atrás de Goiás, Acre e Roraima). Já os gastos com divulgação chegaram a R$ 21.382, superando valores como aluguéis (R$ 19.487), consultorias (R$ 13.904) e material de escritório (R$ 6.612). Um dado interessante é que a bancada federal é uma das seis que não empenhou recursos com segurança.
É importante ressaltar que os valores não representam um gasto igual por cada parlamentar. A Transparência Brasil somou todos os gastos dos parlamentares e os dividiu pelo número de integrantes da bancada. A verba indenizatória pode não ser utilizada diretamente pelo deputado. É permitido direcionar os valores para o custeio de comitês regionais, contratar comunicação, custeio de veículos e combustíveis.
A tendência local de se gastar mais com viagens foi acompanhada nacionalmente: foram mais de R$ 19,5 milhões entre os 513 deputados federais. Esse valor não inclui o deslocamento dos deputados entre seus Estados de origem e Brasília (que são custeadas pela Câmara), e sim para atividades consideradas necessárias para os mandatos.









