2008-01-13 14:00:00
Após anos de fortes vendas, sustentadas por videotapes, DVDs e internet, a indústria de filmes adultos está sendo desafiada por sites de troca de arquivo, que oferecem conteúdo de graça.
"Estamos lidando com pirataria crescente, com toneladas de conteúdo gratuito", diz Steven Hirsch, co-fundador da empresa Vivid, o mais famoso estúdio para filmes pornográficos. As vendas de DVDs deram à Vivid 80% do seu lucro de aproximadamente US$ 100 milhões anuais, mas no ano passado esse número caiu para 30%, disse Hirsch.
O desafio da internet, uma discussão presente na maior exposição de filmes adultos em Las Vegas neste ano, já é freqüente na indústria da música e em outros tipos de entretenimento. A maior parte da competição na internet vem de sites como o canadense XTube.com, cujo formato é parecido com o do YouTube, do Google.
Alguns vídeos do XTube vêm de estúdios comerciais e outros são enviados por amadores. "Não somos piratas. Estamos fornecendo um serviço que as pessoas pensam que podem usar para piratear", afirmou Lance Cassidy, um dos fundadores do XTube.
O site tem 200 mil vídeos gratuitos, tipicamente com duração entre 30 segundos e dois minutos, e cerca de 1% dos visitantes compram DVDs, resultando em milhões de dólares de receita anual, diz o diretor de vendas Curtis Potec. Cerca de dois terços dos usuários do XTube são gays. "Esse é o futuro da indústria adulta. A maior parte do dinheiro está na propaganda, em qualquer site, comum ou adulto", disse Potec.
Scott Coffman, presidente de uma empresa de entretenimento adulto na Carolina do Norte, diz que a empresa começou como um site como o YouTube há um ano e meio, com o objetivo de gerar receitas por meio de propaganda e levar a sites de tráfego pago por minuto. A empresa limita os vídeos a três minutos e os usuários produzem aproximadamente um quarto deles.













