2008-01-10 22:02:00
O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira que Graco Carvalho Abubakir, 38, morador de Brasília, morreu na última terça-feira (8) vítima de febre amarela. O governo descarta a ocorrência de uma epidemia urbana da doença.
Abubakir esteve na região de Pirenópolis (GO) e chegou ao Hospital Santa Luzia no último dia 4 com febre alta, dor de cabeça e dor no corpo. Ao longo do período em que esteve no hospital apresentou diarréia e náuseas.
De acordo com o ministério, outros três casos foram descartados –um em Goiás, um Minas Gerais e um em São Paulo. A pasta afirma ter sido informada pela Secretaria da Saúde do Paraná que a morte do empresário Almir Rodrigues Cunha de Maringá, ocorrida ontem (9), pode ter sido causada por leptospirose, dengue hemorrágica, hantavirose e, por último, febre amarela.
A doença despertou a atenção das autoridades da saúde depois das mortes de macacos em Goiás e no Distrito Federal, próximos de áreas urbanas. Desde 1999, o governo acompanha a morte de macacos nas matas, florestas e cerrado como forma de alerta para possível disseminação de febre amarela em humanos.
Entre 1996 e 2007, segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 349 casos de febre amarela, com 161 mortes. Em todos os casos, as pessoas haviam entrado nas matas e não estavam imunizadas.
Imunização- Segundo o Ministério da Saúde, o vírus da febre amarela circula nas regiões Norte e Centro Oeste, em Minas Gerais e Maranhão. Também são consideradas áreas de transição e risco potencial o oeste do Piauí, oeste de São Paulo, oeste do Paraná, oeste de Santa Catarina, sul da Bahia e sul do Espírito Santo.
Para evitar a febre amarela, basta tomar a vacina dez dias antes de viagens para as áreas consideradas de risco. A imunização é válida por dez anos.










