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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Além de capacetes, motociclistas precisam trocar placas

2008-01-08 16:17:00

A Resolução 203 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que prevê a troca dos atuais capacetes por equipamentos aferidos pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), também exige que as placas das motocicletas sejam trocadas por outras, com pintura que reflete durante a noite. Se toda a frota de motocicleta do estado (171,2 mil) se adequar, serão recolhidos R$ 8,2 milhões aos cofres públicos só com as taxas para troca das placas.

O Detran (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul) já começou o reemplacamento. As placas continuarão com a cor vermelha. Para os veículos em circulação não é exigido fazer a troca, regra que não vale para os mototaxistas, que obrigatoriamente deverão se adequar à nova norma. O Midiamax constatou que a categoria não está ciente dessa regra; a prioridade tem sido apenas a adequação no capacete.

Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização de Trânsito da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), José Maurício Carvalho, os 438 veículos utilizados como mototaxis serão os primeiros a ficar na mira da fiscalização. Os mototaxistas serão cobrados pelos dois itens de segurança (capacete e placa) a partir de 11 de fevereiro, disse Carvalho. Aos demais motociclistas não será exigido de imediato o reemplacamento.

No estado, as autoridades do trânsito definiram fazer uma campanha educativa, através de blitz de trânsito e anúncios na imprensa, antes de começarem a aplicar as multas que partem do patamar de  R$ 127,00.

 Adequações – Os mototaxistas ainda não sabem detalhes da nova resolução. Como vai ser o emplacamento ainda é incógnita. O Sindicato dos Mototaxistas aguarda a chegada do presidente, Dorvair Caburé (que está em viagem), na próxima semana, para se posicionar sobre quando a frota de 438 veículos terá as novas placas.

Os coletes que os mototaxistas vão usar (dois por motocicletas) fazem parte do kit que a Agetran vai fornecer aos profissionais. “Na primeira remessa não vamos ter custo”, diz João Carlos Gonçalves, de 41 anos, há 9 anos como mototaxista. Segundo ele, a fiscalização acerta em começar com os profissionais “sobre duas rodas” por conta da exposição diuturnamente no trânsito, embora não considere a profissão como de alto risco. “Tudo é arriscado. Acidentes envolvendo mototaxistas são poucos, mas é importante os dispositivos de segurança”, afirma.

 Estoque – A grande procura já provoca falta de capacetes nas lojas que vendem acessórios para motos. As indústrias priorizaram as grandes cidades; em Campo Grande, a reportagem do Midiamax constatou que há oferta apenas de capacetes de numeração pequena. Isso teria levado as autoridades de trânsito a ampliar o prazo para cobrança do novo acessório, empurrando a data limite para 11 de fevereiro.

 “Já pedimos dois mil capacetes para as fábricas. O pedido foi feito antes do Natal e até agora nada. Só temos isso aí”, mostra o gerente de loja de acessórios que integra oito casas na capital, Altair Luiz Rondon. No armário de exposição de capacetes da loja, somente 32 produtos. O preço varia entre R$ 55 até R$ 320.

Após a resolução entrar em vigor (1º de janeiro), a venda do acessório aumentou em mais que o dobro da média diária, ou seja, passou de 12 para 30 unidades, diz Rondon. Fonte: midiamaxnews.com.br

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