2007-12-24 20:50:00
Vilson Nascimento
Um funcionário público municipal de 37 anos foi preso na tarde dessa segunda-feira (24) sob acusação de coordenar furtos no cemitério municipal em Amambai.
Almir Fernandes Lopes, funcionário de carreira na Prefeitura trabalhava como vigia no Cemitério Municipal Santo Antônio quando foram notados o furto de várias peças de bronze e alumínio como letreiros, cruzes e até vasos de flores dos túmulos.
O caso foi registrado pela direção do cemitério na Delegacia de Polícia Civil na última sexta-feira (23) e equipes das polícias Civil e Militar de Amambai passaram a trabalhar em conjunto para levantar os autores do ato criminoso.
No meio da tarde dessa segunda-feira a Polícia Militar realizou a apreensão de um menor de 15 anos, suspeito de estar envolvido no sumiço dos objetos e o adolescente relatou que o material havia sido retirado do cemitério por outros dois indivíduos que ainda estão sendo procurados pela polícia, a mando do vigia Almir Lopes.
Diante da confissão o menor, que afirma ter agido somente no momento de esconder os objetos furtados, levou a polícia até onde estava escondido parte do material, em uma região de pastagens às margens da rodovia MS 289, na saída para Coronel Sapucaia, na periferia da cidade em Amambai.
A prisão do vigia- Já de posse do material furtado do cemitério, inclusive um vaso de cobre que havia sido escondido em um local dentro do próprio cemitério, segundo a polícia para ser retirado posteriormente, as polícias Civil e Militar, em ação conjunta efetuaram diligencias e realizaram a detenção de Almir Lopes.
Ele foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil e indiciado em inquérito pelo delegado de plantão, Dr. Claudineis Galinari, pelo crime de furto, artigo 155 do Código Penal, porém, por não ter sido preso em flagrante, foi liberado para responder ao processo em liberdade.
Por se tratar de funcionário público de carreira Almir também está sujeito a processo administrativo que pode até culminar com a perda das funções e na demissão por justa causa. O adolescente envolvido no episódio vai responder a ato inflacional perante a Justiça e a polícia trabalha agora para identificar outros dois indivíduos apontados como membros do grupo.
Segundo a polícia após retirar os metais e cobres do cemitério o grupo escondia os objetos furtados no mato e saiam à procura de compradores, só retirando os metais do esconderijo quando a venda já estava garantida.











