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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Lista de maus patrões tem quatro fazendas de MS

2007-12-18 04:32:00

Treze empresas aumentaram a lista suja do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em 2007 por explorar mão-de-obra escrava no Brasil. A relação tem 189 nomes, com quatro fazendas sul-mato-grossenses, mas apenas um delas foi acrescentada neste ano. No Estado, o nome recentemente incluído no cadastro foi o da carvoaria interditada em fevereiro passado na fazenda Boa Vista, em Porto Murtinho.

No local o grupo de fiscalização móvel encontrou 19 carvoeiros sem salários e alojados em condições precárias de higiene e segurança. As outras três fazendas sul-mato-grossenses que integram a lista entraram na relação em 2006: a Alto Alegre, em Cassilândia, a Palmares do Peixe, em Bonito e a Pedra Branca, em Chapadão do Sul.

O cadastro de Empregadores, flagrados submetendo pessoas à condição análoga a de escravo, existe desde 95. De lá para cá, 26 mil vítimas foram libertadas em consequência de fiscalização do grupo móvel, formado pelo MTE, Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal. Quem faz parte do cadastro não consegue empréstimos em bancos oficiais do governo e também entra para a lista de empresas pertencentes à Cadeia Produtiva do Trabalho Escravo no Brasil, disponibilizada às indústrias, ao comércio varejista e exportadores.

Nos casos registrados no cadastro até o momento não consta um episódio registrado no dia 7 de dezembro em Mato Grosso do Sul, quando 20 trabalhadores foram libertados da fazenda Cedro, em Dourados, por trabalho escravo no corte de eucalipto.

Outras sete empresas do País tiveram os nomes retirados da lista porque o infrator só permanece no cadastro até o final do processo administrativo criado em consequência do auto da fiscalização. Para ser excluído, o empregador também precisa ficar livre de reincidência pelo prazo de dois anos e ter pago todas as multas estabelecidas, além dos débitos trabalhistas e previdenciários.

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