2007-12-05 19:47:00
O uso de pequenas aeronaves para o tráfico de ilícitos e para o contrabando na fronteira entre Brasil e Paraguai, pode sofrer um duro revés, pelo menos, enquanto durar a presença de militares nas imediações do Lago de Itaipu e da fronteira seca com o país vizinho.
Amparados pela lei que permite a derrubada de aviões que ingressam ao espaço aéreo brasileiro sem a devida autorização, integrantes da Força Aérea Brasileira (FAB) estão monitorando os vôos particulares na região, através de radares e postos móveis de observação.
De acordo com o jornal ABC Color, do Paraguai, nos últimos meses, o tráfego aéreo nos departamentos (estados) fronteiriços de Alto Paraná e Canindeyú teria registrado um grande incremento, fruto do aumento na fiscalização na Ponte da Amizade e nas estradas do Paraná.
Partindo de pistas clandestinas, camufladas em meio a plantações e pastagens, os vôos clandestinos têm como destino, invariavelmente, localidades do interior dos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, em raio limitado devido à baixa autonomia das aeronaves.
Nesse sentido, além do trabalho investigativo desenvolvido pela Polícia Federal, que tem apreendido avionetas nesta situação, especialmente, em cidades do interior paulista, os militares destacados para a Operação Fronteira Sul estariam preparados para interceptar os vôos clandestinos.
Entre os equipamentos utilizados para aumentar o raio de ação, dois helicópteros do tipo “pantera”, adaptados para voar em baixas altitudes, e helicópteros “esquilos”, cuja aerodinâmica permite a realização de complexas manobras para incursões em áreas urbanas.
Caçada Aérea
Curiosamente, enquanto os militares brasileiros buscam impedir o acesso de aeronaves não-autorizadas no espaço aéreo nacional, Paraguai e Argentina pouco fazem para combater esta prática, por motivos que despertam, no mínimo, suspeitas. No caso do Paraguai, o país não possui sequer radares ativos para monitorar seu território, situação que prejudica, inclusive, a aviação civil, colocando os aeroportos guaranis na lista dos mais perigosos da América do Sul.
Já no caso argentino, uma lei federal impede que os aviões sejam abatidos, situação questionada pelo juiz Virgilio Palud, de Santa Fé, que denunciou que os céus de sua província foram invadidos por aeronaves que voam baixo e inundam o mercado local com drogas alucinógenas.










