2007-11-27 14:26:00
Ao chegar a um posto de combustíveis localizado na região central de Campo Grande, a comerciante Marisa Teixeira, 40 anos, foi surpreendida por mais uma alta no preço nas bombas e questionou o frentista qual seria o motivo do aumento. O funcionário do estabelecimento não teve explicação e restou a ela abastecer o carro, já que os preços praticados na Capital apresentam poucas variações de um local para outro. “Parece que a gente está sendo roubado, lesado. Dá uma sensação de impotência”, lamenta Marisa.
A comerciante afirma que esteve recentemente
A revolta de Marisa é justificável: a gasolina comercializada
“É um absurdo esse preço. Ninguém agüenta não”, reclama o motorista Antônio Ribeiro, 54 anos. Ele afirma que a alta no preço já o faz pensar em utilizar o transporte coletivo para se deslocar ao trabalho. “De carro eu gasto R$ 10,00 por dia, de ônibus sai por R$ 8,00, assim eu economizo R$ 2,00 por dia”, contabiliza. Neste caso, o carro seria usado apenas para programas de lazer em família.
Atitude semelhante adotou o ajudante de motorista Alexandre Martins, 31 anos. Ele revela que tem deixado o carro em casa para ir de bicicleta algumas vezes na semana, como forma de economizar. “É bom que já faço um pouco de exercício”, ironiza.
ICMS alto – Dono de dois postos de combustíveis, Waltrudes Pereira Lopes, atribui o alto valor ao ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Ele afirma que em cada litro de gasolina há embutido R$ 0,71 referente ao tributo. No entanto, segundo o próprio empresário, o percentual de ICMS cobrado sobre a gasolina
Segundo Lopes, existe uma pauta que dita as regras de mercado e estipula valor de R$ 2,83 pela gasolina comercializada










