2007-11-10 08:53:00
Um dia depois de a Polícia Federal apreender armas no Distrito de Campestre, em Antônio João, indígenas da região voltam a denunciar abusos de seguranças das fazendas locais. De acordo com a líder indígena Léa Aquino, seguranças atiraram contra um grupo de agricultores que plantavam mandioca na área Ñhande Ru Marangatu, alvo de disputa entre indígenas e fazendeiros.
Léa Aquino conta que os seguranças usaram binóculos para precisar a posição dos indígenas. Ninguém ficou ferido. “Contamos o que aconteceu para representantes da Funai (Fundação Nacional do Índio) que vieram aqui distribuir cestas básicas”.
Na avaliação da líder indígena, o atentado demonstra que a presença da Polícia Federal um dia antes não altera o clima de tensão e risco de morte vivido pelos indígenas das etnias guarani e caiuá. Agentes da Polícia Federal foram ao local por determinação da juíza federal Lisa Taubemblatt após representação do MPF (Ministério Público Federal).
Foram cumpridos mandados em residências de indígenas e nas fazendas Fronteira, Morro Alto, Cedro, Barra e Sombra, todas localizadas na rodovia MS-384. Nas propriedades os policiais encontraram dois fuzis calibre 763 milímetros, um deles com brasão do Exército, além de duas motosserras.










